A Petrobras terminou o ano de 2015 com 13,279 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), queda de 20% em relação ao volume do final de 2014, segundo os critérios da ANP. A diminuição percentual é a maior desde 2000. Esta também foi a primeira queda desde 2009, ano em que o volume teve retração anual de 1,5%. Já em números absolutos, o volume é o menor desde 2002, quando as reservas provadas eram de 12,1 bilhões de boe.
Do total das reservas provadas de 2015, 10,946 bilhões de boe correspondem ao volume de óleo e condensado, sendo que o volume de gás natural é se 372,45 bilhões de m³. Ao todo, em 2015, foi deduzido das reservas um volume de 932 milhões de boe, devido ao aumento de 4% da produção da companhia no ano. Além disso, também houve uma redução de 2,4 bilhões de boe da reserva total, por razões não especificadas pela companhia.
A companhia adicionou 16 milhões de boe ao volume total no ano passado, devido às novas descobertas e acumulações. A companhia realizou novas descobertas próximas aos campos de Albacora Leste, na Bacia de Campos, de Golfinho, na Bacia do Espírito Santo, e de El Mangrullo, na Bacia Neuquina, na Argentina.
Além disso, os campos do pré-sal também ajudaram a aumentar o volume, por fatores como os mecanismos de recuperação e aumento da atividade de perfuração e interligação de poços. Outro fator que também contribuiu foi a declaração de comercialidade do campo terrestre de Jandaia Sul, no bloco REC-T-51, na Bacia do Recôncavo. Como comparação, em 2014, ano em que as reservas cresceram 0,3%, a companhia teve cinco declarações de comercialidade em áreas do pré-sal.
A relação entre as reservas e o volume produzido foi de 14,2 anos, sendo 14,6 anos no Brasil. Já a relação entre as reservas provadas desenvolvidas e as reservas provadas (índice de desenvolvimento) ficou em 44,5%.
Já de acordo com o critério SEC, as reservas provadas da Petrobras em 2015 ficaram em 10,516 bilhões de boe. Neste caso, a redução do volume total também ficou em 20%, mas a relação entre o volume de reservas e a produção é de 11,3 anos, sendo de 11,5 anos no Brasil. O índice de desenvolvimento ficou em 51,1%.
De acordo com a Petrobras, a principal diferença entre os critérios ANP e SEC são os preços do petróleo considerados no cálculo da viabilidade econômica das reservas.