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Clippings - 17/05/24

Restrições impedem retomada e utilização do Inhaúma para desmantelamento de embarcações

Arquivo/Divulgação

Estaleiro no Rio de Janeiro, que conta com 2 diques, está ocioso há quase 10 anos e carece de manutenção e de um operador disposto colocá-lo para funcionar novamente

O Estaleiro Inhaúma (RJ), sem atividades ligadas à construção e ao reparo naval desde 2016, enfrenta uma série de problemas que impedem sua retomada e uma eventual utilização para serviços de desmantelamento de embarcações. O estaleiro Inhaúma, localizado no bairro do Caju, possui área de 321.612 metros quadrados e dois diques, o que em tese seria uma vantagem para disputa por serviços de reciclagem de embarcações. Em contrapartida, precisa de manutenção e de uma empresa ou grupo interessado em assumir a operação do empreendimento.

O estaleiro conta com dois diques, um deles considerado um dos maiores da América Latina e outro que eventualmente pode ser utilizado para serviços de reparo. O dique 1 tem 160 metros de comprimento por 25m de largura e o dique 2 tem 350m por 25m. O empreendimento pertence à Companhia Brasileira de Diques (CBD), que arrendou o estaleiro à Petrobras até 2031, com possibilidade de renovação por mais 10 anos.

O engenheiro da área de descomissionamento offshore da Petrobras, Eduardo Stein, frisou que o estaleiro arrendado não é propriedade da Petrobras, o que não significa que a instalação não possa ser avaliada para desmantelamento de plataformas. Ele disse que, no trajeto das plataformas até o Inhaúma, existem restrições de calado aéreo por conta da Ponte Rio-Niteroi, porém quase todas as unidades podem ser levadas até o estaleiro.

Stein acrescentou que a Petrobras fez várias análises da viabilidade, a fim de verificar a possibilidade e as dificuldades adicionais, na medida em que a companhia não opera estaleiros e teria que contratar um operador, bem como a manutenção do empreendimento, ocioso há quase 10 anos. “Existem vários impeditivos, mas é um ativo interessante que precisamos estudar internamente e trabalhar a viabilidade de usar”, comentou, nesta quarta-feira (15), durante o 8º workshop sobre descomissionamento e desmantelamento promovido pela Sociedade Brasileira de Engenharia Naval (Sobena), no Rio de Janeiro.

Nos últimos dois anos, a Petrobras chegou a abrir licitações na tentativa de sublocar o Estaleiro Inhaúma. Em 2023, potenciais interessados identificaram risco jurídico para investimentos e relataram que a ociosidade e falta de manutenção nos últimos anos prejudicaram as instalações do estaleiro, desde as oficinas até os diques, principal e auxiliar, importantes para atividades de construção e reparo naval. Segundo fontes que estiveram nas instalações naquele período, equipamentos como a casa de bombas e o porta-batel apresentavam necessidade de manutenção.

Fonte: Revista Portos e Navios