A Karoon e a PetroAtlântico entregarão à Petrobras nesta terça-feira (27/9) suas propostas firmes para o pacote de desinvestimento dos campos de Baúna, Golfinho e Tartaruga. A companhia estatal solicitou que as petroleiras formalizem suas propostas apresentadas anteriormente, atualizando os acertos já acordados e detalhando o escopo da estratégia de financiamento, com compromisso dos agentes financiadores.
Com a decisão de garantir um compromisso formal de cumprimento das condições ofertadas, o fechamento da operação de desinvestimento nos ativos tende a ser postergado para outubro, já que as propostas terão que ser submetidas à aprovação da diretoria da petroleira.
A exemplo da Statoil, que adquiriu o ativo de Carcará, tanto a Karoon quanto a PetroAtlântico seguirão a estratégia de efetuar pagamentos parcelados, condicionados a marcos dos projetos, como o início de produção de Tartaruga.
Como a PetroAtlântico vem enfrentando dificuldades para validar seu pacote de financiamento, que é negociado junto a bancos coreanos e chineses, um fundo inglês e um banco de investimento da Inglaterra, a Karoon segue na disputa com aparente vantagem, ainda que sua oferta tenha sido mais baixa.
A oferta da petroleira australiana prevê a aquisição de 100% do ativo de Baúna, 100% de Golfinho e 50% de Tartaruga (percentual máximo estabelecido pela Petrobras, que não abriu mão da posição de operadora no projeto do pré-sal da Bacia de Campos). Fontes revelam que a proposta supera a cifra de US$ 1 bilhão, sem exceder, contudo, a oferta de US$ 1,7 bilhão da petroleira portuguesa, que propõe a aquisição de 100% do ativo de Baúna, 50% de Tartaruga e 50% de Golfinho.