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Clippings - 25/06/19

Reviravolta no Parque das Baleias

A Petrobras desclassificou o consórcio Bluewater/ Saipem na licitação para o afretamento de um FPSO destinado ao Parque das Baleias, mantendo a estreante Yinson como participante única da concorrência. O resultado do processo de qualificação foi divulgado pela petroleira na sexta-feira (21/6), após mais de três meses de análise das propostas.

A desclassificação da Bluewater, líder do consórcio, ocorreu porque o grupo não conseguiu confirmar as garantias financeiras apresentadas, mesmo depois de três meses da abertura das propostas. O grupo indicou garantias de bancos chineses.

Segundo fontes, a empresa está avaliando internamente a decisão da Petrobras para definir se entra ou não com pedido de recurso administrativo. Mesmo que a operadora de FPSO opte por recorrer, a comissão de licitação só deve rever seu posicionamento caso se confirmem as garantias no prazo estabelecido para análise de recurso.

A Bluewater participava do consórcio como empresa operadora, tendo a responsabilidade de captar financiamento junto a grupos chineses, enquanto a empresa italiana atuaria na engenharia, tendo sob sua tutela toda a parte de EPC da unidade.

A decisão da Petrobras não chegou a surpreender o mercado. Desde maio, cresciam rumores sobre a possível desclassificação da Bluewater na licitação. Especulações iniciais atribuíam a questão à apresentação de proposta com condicionantes.

A desclassificação da Bluewater coloca o contrato do Parque das Baleias praticamente nas mãos da Yinson, embora haja especulações em torno de um possível cancelamento da licitação. Caberá à empresa, que presentou menor preço na licitação de Marlim, confirmar sua capacidade de executar simultaneamente dois contratos de construção e afretamento de FPSOs com a Petrobras. Além do fôlego, há a questão do preço, que precisará estar dentro do orçamento da Petrobras.

A Petrobras afirma que a licitação segue seu curso normal, enquanto houver proposta válida. Outras concorrências da petroleira, como a do FPSO do Piloto de Libra, foram finalizadas tendo apenas uma empresa na disputa. Por enquanto, não há previsão para a abertura das propostas comerciais.

O FPSO do Parque das Baleias – complexo de campos localizados na Bacia de Campos – terá capacidade para produzir 100 mil bopd e comprimir 5 milhões de m³/d de gás. O contrato de afretamento será de 22 anos e seis meses, com entrada em operação em 2022.

A Yinson não tem atuação no Brasil e é considerada uma empresa de médio porte, mantendo atividades na Nigéria, Gana e no Vietnã. A carteira de ativos do grupo conta um FSO e cinco FPSOs, com capacidade de produção variando de 12 mil bopd a 60 mil bopd .

 

Fonte: Revista Brasil Energia