A renegociação dos contratos da cessão onerosa entre o governo federal e a Petrobras não deverá ser concluída neste ano, informou a diretora de E&P da Petrobras, Solange Guedes. A executiva participou nesta segunda-feira (18/5) de conferência com analistas para apresentação do resultado do primeiro trimestre.
A demora em concluir a discussão, segundo Solange, ocorre pela complexidade do tema e o cuidado que governo e a petroleira estão tendo para acertar detalhes do contrato.
A revisão levará em conta os volumes das reservas dos campos cedidos onerosamente à Petrobras em 2010, como parte do processo de capitalização. A companhia pagou US$ 42 bilhões pelo direito de explorar 5 bilhões de boe – US$ 8,4/b – em seis áreas: Florim, Franco (Búzios), Sul de Guará (Sul de Sapinhoá), Sul de Lula e Nordeste de Tupi (Lula Nordeste) e Entorno de Iara (Norte de Sururu, Sul de Sururu, Norte de Berbigão, Sul de Berbigão e Atapu). Os campos, contudo, contêm um excedente entre 9,8 bilhões de boe e 15,2 bilhões de boe.
Já a negociação para a assinatura dos contratos do excedente da cessão onerosa só deverá ser iniciado após a conclusão da revisão do acordo da cessão. “Temos uma posição confortável em termos de reservas. Essa negociação não urge ser feita imediatamente”, disse Solange Guedes.
No ano passado, o CNPE autorizou a contratação direta da Petrobras para produzir os volumes excedentes nas áreas pelo modelo de partilha. O governo pretendia fechar o contrato ainda em 2014, recebendo um pagamento imediato de R$ 2 bilhões como bônus de assinatura.
A petroleira ainda se comprometia a pagar outros R$ 2 bilhões em 2015, R$ 3 bilhões em 2016, R$ 4 bilhões em 2017 e R$ 4 bilhões no ano de 2018. O primeiro óleo estava previsto para 2021 no Plano de Negócios 2014-2016.