A ANP deve concluir em janeiro a análise da revisão dos contratos da cessão onerosa. A informação é da diretora-geral da agência, Magda Chambriard. Segundo a diretora, a agência já está na análise do último campo, repassando os dados para a Gaffney, Cline and Associates (GCA), certificadora que avalia as reservas.
A previsão inicial é de que a revisão dos contratos da cessão onerosa, firmados em 2010, fosse concluída este ano. A revisão é crucial, por recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU), para a contratação direta da Petrobras pelo governo para produzir os volumes excedentes da cessão. A estratégia foi aprovada pelo CNPE em 2014.
O motivo da postergação é a área de Entrono de Iara, que junto com a concessão onde foi feita a descoberta de Iara, resultou na delimitação dos campos de Berbigão, Sururu, Atupu e suas subdivisões.
Originalmente foram contratados 5 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), ao valor de médio de US$ 8,5 por boe, totalizando US$ 42,533 bilhões. Na revisão, serão definidos os novos parâmetros do contrato e caberá à Petrobras pagar a diferença ou reduzir o volume máximo que poderá produzir.
Somente Búzios tem reservas estimadas entre 9,5 bilhões e 12,4 bilhões de barris, bem acima dos 3,1 bilhões contratados pela cessão onerosa. Ao todo, o excedente da cessão onerosa pode chegar a quase 15 bilhões de barris, de acordo com estudos realizados em 2014.