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Presidente da Portos RS destacou que estratégia adotada em 2022 reduz volume a ser dragado e valores empregados para execução do serviço
O presidente da Portos RS, Cristiano Klinger, disse que a autoridade portuária pretende manter a dragagem do canal de acesso do Porto de Rio Grande de forma continuada, a fim de impedir o assoreamento do canal e reduzir a quantidade de material a ser dragado. A estratégia consiste na manutenção constante das profundidades, a fim de reduzir o volume a ser dragado e os valores empregados para a execução da obra. O objetivo, segundo Klinger, é evitar a acumulação de sedimentos, que costuma gerar mais riscos para navegação e para operação, impactando a competitividade do porto.
A obra de dragagem de manutenção do canal de acesso ao Porto do Rio Grande, iniciada em novembro passado, foi concluída em fevereiro de 2024. De acordo com a Portos RS, o serviço foi realizado em sua totalidade pela draga Utrecht, da empresa Van Oord. A embarcação, de bandeira holandesa, deixou o município no último dia 30 de janeiro, após retirar 3,1 milhões de metros cúbicos de sedimentos nas áreas dos canais interno, externo e do Porto Novo. Para a realização da obra, a autoridade portuária gaúcha realizou um investimento da ordem de R$ 105 milhões, com a utilização de verbas próprias.
Essa foi a segunda etapa desse ciclo da dragagem de manutenção, licitado em maio de 2022, e que teve a primeira fase concluída em 2023. “Acabamos de terminar a campanha. Esse é um olhar fundamental porque entendemos que tem que ser contínuo. Não podemos, a cada cinco anos, ter que fazer outra campanha, que tem todo um impacto”, disse Klinger em entrevista à Portos e Navios, durante a Intermodal, na última semana, em São Paulo.
Navios 366m
A Portos RS atualmente participa de um grupo técnico que discute as condições para a eventual recepção de navios da classe New Panamax, com 366 metros de comprimento, em Rio Grande. A possibilidade é estudada pela autoridade portuária junto a representantes do terminal de contêineres, da praticagem e da autoridade marítima. As discussões estão pautadas no planejamento e na relação direta com armadores e com o terminal que vão receber e movimentar a carga de navios de maior porte.
Klinger acrescentou que, apesar de não ter atualmente 17 metros de calado, o porto já reúne condições para receber essa classe de navio. No entanto, o entendimento é que deve haver um cronograma para que, gradativamente, o porto possa receber esses navios com a maior capacidade possível. “Aprimoramos a infraestrutura toda e existe um cronograma de investimentos necessários para que consigamos lá na frente atender bem”, avaliou.
Fonte: Revista Portos e Navios
