O prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), afirmou nesta
segunda-feira (18) que, em seu entendimento, a capital fluminense poderia se tornar
um “hub”, um centro catalisador de negócios, com parcerias e oportunidades
firmadas com outros países. As declarações foram feitas durante o 4º Seminário
Brasil-China com o tema “Cinturão e Rota & Brasil: Regras e Coordenação de
Políticas” realizado pela FGV Direito Rio, em parceria com a Embaixada da
República Popular da China e o escritório Kincaid|Mendes Vianna Advogados.
Em sua fala no evento, realizado em edição virtual, o prefeito do Rio lembrou sua atuação
trabalhando em parceria com a BYD, montadora chinesa especializada em veículos
elétricos, nos quatro anos em que ele, Paes, esteve fora da prefeitura do Rio. O político
comentou que, ao trabalhar em uma grande empresa chinesa, se entende a importância
de relações comerciais, mas não somente no âmbito nacional, para o Brasil.
“Entendemos que o Rio de Janeiro pode ser uma porta de entrada da ‘nova rota da seda'”
afirmou ele, citando uma série de rotas interligadas através do sul da Ásia, usadas no
comércio da seda entre o Oriente e a Europa.
Para Paes, o Rio pode atuar em parcerias de negócios nos campos de infraestrutura e
ambiental. Ele comentou que a cidade tem histórico, na última década, de promover uma
série de Parcerias Público Privadas (PPPs) no Brasil, “algo que nós pretendemos
continuar avançando” completou ele.
O prefeito pontuou ainda que a cidade poderia atuar em projetos ligados à redução de
emissões danosas ao meio ambiente. “Há um volume enorme de oportunidades” disse,
não descartando ideia de que o Rio possa se converter em “hub” de tecnologia, ou seja,
um centro de negócios no setor, a exemplo do que ocorre com a cidade chinesa de
Shenzen.
“Deixo a mensagem que a cidade do Rio está mais do que aberta para ser a capital para a
‘nova rota da seda’ em todo o continente” afirmou ele no evento.