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Clippings - 18/09/26

Fauna em aeródromos: Comissão de Risco disponibiliza guia de boas práticas

Publicação reúne técnicas, experiências e recomendações para apoiar o gerenciamento do risco de fauna nos aeroportos brasileiros

A Comissão Nacional de Risco de Fauna (CNRF) disponibilizou o Guia de Boas Práticas para Dispersão de Fauna em Aeródromos Brasileiros. A publicação foi elaborada por um grupo de trabalho da Comissão e reúne orientações para apoiar operadores, gestores e profissionais envolvidos no gerenciamento do risco de fauna e na segurança operacional. 

Vinculada ao Comitê Nacional de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CNPAA), a CNRF atua na integração dos diferentes agentes envolvidos na gestão do risco de fauna no Brasil. O grupo reúne representantes de instituições públicas e privadas ligadas à aviação, entre elas a Anac, além de operadores aeroportuários, companhias aéreas e outros integrantes do setor. 

O guia apresenta práticas adotadas para dispersar a fauna das áreas críticas das operações aeroportuárias. Entre as ferramentas abordadas estão buzinas, sirenes, chicotes de estalo, falcoaria, cães treinados, fogos de artifício, drones, laser verde, balões, fitas e efígies. 

Também são discutidas as características, as limitações e as formas de aplicação de cada técnica. O documento ressalta que as ferramentas devem ser escolhidas de acordo com as características do aeródromo, das espécies presentes e do ambiente, além de serem utilizadas de maneira planejada e combinada para reduzir a habituação dos animais.

Experiências de diferentes aeródromos 

A publicação foi desenvolvida a partir de informações coletadas com 18 aeródromos de 12 estados, em todas as regiões do país e diferentes realidades ambientais e operacionais. 

Nela, foram explicadas as técnicas utilizadas, a eficácia percebida, os desafios enfrentados pelos operadores e as características ambientais de cada local. Os resultados serviram de base para a elaboração de recomendações com base na experiência prática dos profissionais que atuam nos aeroportos. 

O guia apresenta técnicas de dispersão, orientações sobre planejamento, diagnóstico, modificação do ambiente, capacitação das equipes, sensibilização da comunidade aeroportuária, monitoramento e registro das ações. 

O gerenciamento do risco de fauna deve ser conduzido como um processo contínuo, multidisciplinar e baseado em evidências. A combinação das ferramentas de dispersão com ações de modificação ambiental é essencial para reduzir a atratividade das áreas aeroportuárias e ampliar a eficácia das medidas adotadas. 

Tecnologias eficazes para a mitigação do risco de fauna também podem ser consideradas no contexto da fiscalização responsiva. Mais informações estão disponíveis na página Vigilância Continuada dos Aeroportos Certificados. 

Fonte: ANAC