
A participação do estado do Rio de Janeiro nos projetos entregues e financiados pelo Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM) nos últimos cinco anos é de 27%, afirmou o diretor do CDFMM, Rafael Furtado, em audiência pública promovida pela Comissão Especial de Indústria Naval e Offshore da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), na segunda-feira (10/5).
A comissão, presidida pela deputada Célia Jordão (Patriota-RJ), recebeu representantes da ANP e do CDFMM para debater sobre os investimentos e perspectivas do mercado naval no estado.
“Foram 23 projetos num cenário de 84 ao todo, uma parcela bastante significativa, ainda que passando por dificuldades. A gente visualiza que há uma perspectiva de retomada do setor com a BR do Mar, que tem um potencial de aumentar a navegação de cabotagem e prover o maior serviço de reparo de embarcações ao longo dos anos”, declarou Furtado.
Conhecido como BR do Mar, o PL 4.199/2020 suscita debates no setor, entre eles a redução do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante, principal fonte de recursos para o Fundo da Marinha Mercante (FMM), e a previsão de aplicação do fundo a projetos de empresas internacionais em estaleiros nacionais.
Ligado ao Ministério da Infraestrutura, o CDFMM administra o fundo que financia a aquisição e construção de embarcações, assim como a reforma e construção de estaleiros, tendo o BNDES como principal agente financeiro. No relatório financeiro referente ao quarto trimestre de 2020, o banco de desenvolvimento informou que 45% da sua carteira de crédito era formada por projetos no estado do Rio de Janeiro.
Também presente na audiência pública, o superintendente de Conteúdo Local da ANP, Luiz Henrique de Oliveira Bispo, afirmou que nos próximos cinco anos, “nós teremos atividades em 44 unidades de plataformas de produção e investimento de R$ 22 bilhões no Brasil”, de acordo com o indicado no Plano Anual de Trabalho.
Fonte: Revista Brasil Energia