A rodada de ofertas de áreas maduras na Noruega em 2015 foi concluída com 56 áreas contratadas em diferentes fronteiras offshore, todas por consórcios formados por um total de 43 empresas. Os compromissos firmes envolvem a perfuração de dois poços e quatro novos levantamentos sísmicos, podendo chegar a mais de 50 poços em três a quatro anos.
Chamadas de Awards in Pre-defined Areas (APA), as rodadas de campos maduros na Noruega são anuais e tiveram sua primeira edição em 2003. Na APA 2015, mesmo com o cenário ruim, a área disponível foi ampliada em 10% em relação a 2014, totalizando 221 mil km², dos quais 128 mil km² (42%) despertaram interesse das empresas.
Em comparação, a 13ª rodada brasileira ofertou 32 mil km² de blocos de exploração offshore e conseguiu que 1,5 mil km² (5%) fosse arrematado. Em matéria de investimento, a 13ª terminou com compromisso de levantamento sísmico em dois blocos arrematados pela QGEP.
Na APA 2015, apenas dois poços, em blocos operados pela Statoil, têm compromissos firmes, mas outros 54 tem previsão de drill or drop (perfure ou devolva) em três ou quatro anos, isto é, condicionando a manutenção da licença ao investimentos em perfuração.
Chama atenção também o interesse de empresas em desenvolver áreas maduras na plataforma continental norueguesa (NCS, na sigla em inglês). As 56 licenças da APA 2015 estão distribuídas no Mar do Norte (27), no Mar da Noruega (24) e cinco no Mar de Barents, muitas com campos de produção próximos ao fim do ciclo de vida.
Há casos também em que a licença é por seção geológica, permitindo a operação de diferentes consórcios na mesma área, com autorização para atuar em limites estratigráficos distintos. A vantagem é que há infraestrutura existente que poderá ser utilizada pelos novos contratantes, e a geologia da NCS é bem conhecida pela indústria.
“O número de inscrições (nas APAs) tem permanecido constante nos anos recentes. “Estamos felizes de ver que as companhias de petróleo ainda vêem potencial na plataforma norueguesa e estão focadas em áreas maduras”, declarou a diretora de Exploração da Norwegian Petroleum Directorate, Sissel Eriksen.
A Statoil, principal petroleira norueguesa, entrou em 24 das 56 áreas, em 13 delas como operadora dos consórcios. “Estes contratos são uma contribuição importante para renovar o nosso portfólio de exploração e para o trabalho de manutenção da produção na NCS até 2030 e além”, comentou, em nota, o vice-presidente Sênior de Exploração para a NCS Statoil, Jez Averty.
Além da Statoil, diversas empresas de grande porte como ConocoPhilips, E.ON, Premier, Total, Shell, Repsol e GDF Suez também entraram em áreas maduras da APA 2015, em consórcio entre si ou com parcerias com empresas menores, como Tullow e Wintershall e outras que atuam localmente na Europa ou na Noruega. Outra caractéristica da região, que se repetiu nessa rodada, é a pulverização de operadores.
Atualmente, a Noruega produz cerca de 4 milhões de boe/dia, sendo mais da metade na forma de gás natural. O país é um dos principais exportadores de gás do mundo. A expectativa do governo é de que os níveis de produção permaneçam no mesmo patamar até 2020.