Os campos da Rodada Zero perdem cada vez mais importância no Brasil, apesar de ainda serem os ativos que representam a maior parcela da produção. Entre 2014 e 2015, a participação da Rodada Zero na produção total caiu de 80,3%, para 71,7%. A queda de produção no perãodo foi 2,9%, totalizando 50 mil b/dia em média, enquanto campos de outras rodadas cresceram 56%, adicionando 250 mil barris/dia.No último ano, 1,75 milhão de b/d foram produzidos em áreas da Rodada Zero, mais 590 mil b/d em áreas licitadas no BID2 e cerca de 100 mil b/d em outras áreas.
A perda nos ativos mais antigos está sendo compensada pelos campos de Lula e Sapinhoá, maiores produtores do pré-sal da Bacia de Santos que adicionaram 270 mil b/d à produção nacional em 2015, na comparação com o ano anterior. Não a toa, a Rodada 2, a qual pertencem esses ativos, respondeu por 24,3% da produção nacional ano passado, ante 15,1% no ano anterior.
Atualmente, a ANP e MME estão trabalhando nas bases para a renovação dos contratos da Rodada Zero, trabalho pode envolver 277 campos de todos os portes, operados pela Petrobras, Shell e Chevron.
Os contratos vencem a partir de 2025, mas a ANP já está adiantando os trabalhos, como no caso de Marlim e Voador, em que foi incluído o plano de revitalização da Petrobras para as áreas, com instalação de duas plataformas, entre outros investimentos e obrigações.
Em linhas gerais, a agência vem condicionando a renovação a novos investimentos, alternativa que já deu frutos no passado. Em 2014, quando a Petrobras intensificou aportes no aumento da revitalização da Bacia de Campos, o declínio da produção da Rodada Zero foi revertido pela primeira vez desde 2010, ano do pico de produção.
Já em 2015, ano marcado pela deterioração do preço do Brent, alta do dólar e crise na institucional na Petrobras, os ativos voltaram a minguar. São da Rodada Zero gigantes como Roncador, maior campo do país até ser ultrapassado por Lula, o Polo de Marlim e o Parque das Baleias.