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Clippings - 31/01/18

Rodadas têm 15 bilhões de barris recuperáveis

A ANP aposta em disputas ainda mais acirradas na 15ª rodada e no 4º leilão de pré-sal, pelo menos no que diz respeito às áreas ofertadas nas bacias de Campos e de Santos. Segundo a superintendente de Definição de Blocos da agência, Eliane Peterson, os blocos disponibilizados nas duas licitações têm potencial para grandes descobertas, tanto dentro quanto fora polígono.

Dados da ANP apresentados nesta terça-feira (30/1), no seminário técnico da 15ª rodada e do 4º leilão de pré-sal, que acontecerão no dia 29 de março e 7 de junho, respectivamente, projetam que o volume in situ não riscado das duas licitações soma 50 bilhões de barris, com estimativa para um volume potencial recuperável de cerca de 15 bilhões de barris.

Na avaliação da superintendente, as áreas em oferta na 15a rodada são melhores que os blocos disponibilizados no 14º leilão, no que diz respeito a Campos e Santos, onde serão disponibilizadas oportunidades dentro e fora do polígono no pré-sal. Entre os blocos localizados na franja do polígono estão S-M-534, S-M-536, S-M-645 e S-M-647, na Bacia de Santos, C-M-709, em Campos.

“As áreas que estão em oferta na 15ª rodada são muito promissoras, muito mesmo. O estudo que a gente fez, o tamanho das estruturas que a gente está vendo, o potencial de espessura de reservatório, são realmente fantásticas as áreas que estão em oferta”, avalia Perterson

Juntos, Campos e Santos somam um volume de 35 bilhões barris in situ riscado, sendo 18 bilhões de barris referentes aos blocos da 15ª rodada e 17 bilhões de barris das áreas do 4º leilão. Dos 18 bilhões de barris in situ riscado da 15ª rodada, 12 bilhões de barris estão em Santos e 6 bilhões de barris em Campos.

A área com maior volume de óleo da 4ª rodada é Uirapuru, que contempla um volume de 8 bilhões de barris in situ não riscado , ante o total ofertado de 17,1 bilhões de barris in situ não riscado com todos os ativos – Saturno (2,8  bilhões de barris in situ não riscado), Dois Irmãos (2,4 bilhões de barris in situ não riscado), Três Marias (2 bilhões de barris in situ não riscado) e Itaimbezinho (1,9 bilhão de barris in situ não riscado).

Ameaça de unitização

A venda dos blocos na Bacia de Santos poderá gerar novos processos de unitização na Bacia de Santos, o que tende a acirrar ainda mais a disputa por algumas áreas da 15ª rodada e do 4º leilão. Segundo Eliane Peterson, as áreas de Saturno e Titã (S-M-534) avançam sob os regimes de concessão e de partilha, enquanto Pandora (S-M-536) avança ainda sob uma parte da Bacia de Campos.

“É possível que quem ganhar a licitação na R15 vai chegar agressivo para ganhar do outro lado também, até para evitar uma unitização futura”, afirma Peterson.

O seminário técnico das duas rodadas foi realizado na FGV e aberto pelo diretor Felipe Kury. O evento foi acompanhado por mais de 100 executivos do setor, dentre os quais estavam representantes da BP, Karoon, Shell e Ecopetrol.

A 15ª rodada irá ofertar 70 blocos (49 offshore e 21 onshore), nas bacias do Ceará, Potiguar, Sergipe-Alagoas, Campos, Santos, Parnaíba e Paraná.

Fonte: Revista Brasil Energia