A Rosneft concluiu a compra de 100% da TNK-BP e, com isso, tornou-se a petroleira de capital aberto com o maior volume de produção de óleo do mundo, superando a Exxon Mobil. Com a fusão, a petroleira incorpora uma produção da ordem de 2 milhões de boe/dia, chegando a 4,7 milhões de boe/dia. Em 2012, a produção da Exxon ficou em 4,2 milhões de boe/dia.
Entre os novos ativos, a Rosneft leva também uma sócia brasileira, ao assumir os 45% participação da TNK-BP em 21 blocos operados pela HRT na Bacia do Solimões. A TNK-BP também tem ativos na Rússia, Ucrânia, Venezuela e Vietnam.
O negócio fora anunciado em outubro e dependia da aprovação de autoridades europeias para ser concluído. Ao fim da transação, a Rosneft pagou US$ 16,65 bilhões e transferiu 12,84% de suas ações para a BP, por sua participação de 50% na TNK. O consórcio russo AAR, detentor dos outros 50%, recebeu US$ 27,73 bilhões.
Em troca, a BP comprou 5,66% de participação da Rosneft na holding OFSC Rosneftegaz. No fim das contas, a BP recebeu US$ 12,48 bilhões, nos quais estão incluídos US$ 710 milhões em dividendos, relativos a uma participação prévia de 1,25% na Rosneft. E, agora, a britânica possui 19,75% da gigante russa.
Por trás das diversas transações está o interesse da Rosneft em revitalização de campos maduros com tecnologias desenvolvidas e testadas pela BP em campos do Mar do Norte, Alasca e Sibéria.