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Clippings - 02/09/10

Rótulo de alternativas para eólicas pode ser repensado, diz EPE

Mauricio Tolmasquim acredita que leilões mudaram visão sobre a fonte, que possui menores preços e tornou-se competitiva.

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Mauricio Tolmasquim, disse nesta quarta-feira, 1° de setembro, que a energia eólica tornou-se competitiva no Brasil, podendo ser reavaliada a classificação da fonte como alternativa. De acordo com o executivo, esse tipo de geração perdeu o papel de coadjuvante no cenário energético brasileiro e possui boas perspectivas para os próximos anos.

A energia eólica pode ser definida como antes e depois dos leilões. Antes dos leillões, a fonte era considerada ambientalmente interessante, mas pelo seu custo possuía um papel marginal. Após o leilão, a visão sobre a fonte mudou. É uma fonte competitiva, que pode ter papel relevante na complementariedade às hidrelétricas, afirmou Tolmasquim, que participou do Brasil Windpower, no Rio de Janeiro.

Segundo Tolmasquim, a queda do preço, que chegou perto dos R$ 120 por MWh nos leilões de fontes alternativas da semana passada, deve-se a uma conjunção de fatores que inclui
a modelagem do leilão, que reduziu o risco dos investidores.

Ele também destacou que os quatro anos de prazo para atingir as metas foi benéfico para os investidores. Da mesma forma, Tolmasquim ressaltou a boa estruturação de financiamento e o momento atual do câmbio brasileiro.

O presidente da EPE disse ainda que a recessão internacional fez com que os fabricantes se interessassem mais em mercados em desenvolvimento, como o de energia eólica no Brasil. Tolmasquim acredita que a falta de oferta, principalmente na Europa, está fazendo com que fabricantes instalem-se no país, o que aumenta a competição desse mercado. O mercado estava a favor do ofertante e agora está a favor do demandante, avaliou