unitri

Filtrar Por:

< Voltar

Clippings - 29/05/17

RSVs brasileiros ganham mercado

A Rolls-Royce fechou contrato com a Companhia Brasileira de Offshore (CBO) para fornecer um guindaste subsea, do tipo dual draglink (DDC), para o PSV CBO Manoella. A embarcação está sendo convertido no Estaleiro Oceana, em Itajaí (SC), para operar como RSV, embarcação de apoio a operações com ROVs, robôs subaquáticos remotamente operados.

O guindaste terá capacidade para suportar carga de até 50 t, seja com cabos de aço ou fibra – neste último caso, viabilizando o aumento da capacidade de içamento e da carga máxima sobre o deque da embarcação em até 100 t, em função do menor peso do cabo. O equipamento poderá operar em lâmina d’água de 3 mil m.

A CBO tem ainda outro PSV que está sendo convertido para operar como RSV, o CBO Guanabara, no Estaleiro Aliança, no Rio de Janeiro, que também pertence ao grupo. Contratadas pela Petrobras, as embarcações devem ter suas obras de conversão finalizadas em julho.

Os CBO Manoella e Guanabara estão entre os barcos de bandeira brasileira que bloquearam contratações de RSVs em uma licitação aberta pela Petrobras no final de 2015. Esse também foi o caso do Sea Lion Amazônia, da Sea Lion; do Fugro Aquarius, da Fugro; e do Skandi Salvador, da DOF, que foi convertido a partir de um MPSV.

A conversão de PSVs em RSVs – cujo investimento necessário gira em torno de US$ 10 milhões – tem sido adotada por armadores que, diante da superoferta de PSVs no mercado, miram o bloqueio dos RSVs de bandeira estrangeira afretados pela Petrobras. Esses barcos correspondem hoje a metade de frota de RSVs da petroleira, composta por aproximadamente 15 embarcações.

Um exemplo é a Bram Offshore, do grupo norte-americano Edison Chouet, que está convertendo quatro embarcações em seu estaleiro em Itajaí (SC), o Navship, incluindo o PSV Bongo. Os RSVs da empresa utilizam os ROVs e serviços de operação fornecidos pela C-Innovation, que é parte do grupo Edison Chouest.

À Brasil Energia Petróleo a CBO informou que a conversão de seus dois PSVs em RSVs foi planejada desde o início. “A CBO já tinha como estratégia a utilização destas embarcações como RSV, cujos projetos de construção foram concebidos já com a previsão de futuras conversões para atender a escopos de trabalho mais especializados”, explicou a empresa via assessoria de imprensa.

Os novos RSVs da companhia brasileira contarão com ROVs e serviços de operação da Oceaneering e da i-Tech, que pertence à norueguesa Subsea 7. Outro exemplo de fornecedor de ROVs é a Schilling Robotics , da FMC Technologies, que se fundiu recentemente à francesa Technip, formando a TechnipFMC.

Além da Bram Offshore, Sea Lion, DOF e CBO, a escandinava Farstad Shipping é dona de RSVs contratados atualmente pela Petrobras.