
Dos 30 poços de alto impacto mapeados pela Rystad Energy para 2021, 19 estão localizados nas Américas e na África — continentes que continuam sendo os hotspots para exploração deste tipo, informou a consultoria em análise publicada no último dia 5.
São sete poços na América do Norte, seis na América do Sul e seis no continente africano, segundo a previsão da Rystad. Entre os mais esperados estão o prospecto de Opal na Bacia de Campos, operado pela ExxonMobil e cuja perfuração foi iniciada no último mês, e os planos de perfuração da Shell no Golfo do México.
Na África, a expectativa é que haja um aumento das atividades de alto impacto à medida que os poços que foram adiados em 2020 sejam perfurados ao longo deste ano. Entre eles, a consultoria cita dois operados pela Total: o poço Ondjaba-1, na Angola, e Venus, na Namíbia.
Assim como no ano passado, as majors e as NOCs/IOCs vão operar mais da metade dos poços de alto impacto que estão programados para 2021. As majors irão responder por uma parcela de 46% das perfurações.

“Com a melhora das condições de mercado, esperamos que os poços que foram adiados em 2020 sejam perfurados agora junto com novos prospectos. Isso significa que a atividade de alto impacto poderá se recuperar aos níveis de 2019. A região das Américas deve, provavelmente, igualar o número de poços de alto impacto de 2020, com o México sendo a força motriz, com cinco prospectos”, afirmou Taiyab Zain Shariff, analista sênior da Rystad Energy, no relatório.
A maioria dos poços de alto impacto esperados para este ano têm como alvo grandes prospectos que, se bem-sucedidos, poderão aumentar significativamente os volumes recuperáveis de 2021. Ao todo, o potencial de recursos dos 30 poços mapeados pela Rystad é de 13 bilhões de boe.
Fonte: Revista Brasil Energia