Consórcio liderado por empresa brasileira de logística ofertou menos de R$ 40 milhões para retirar plataformas do campo no Espírito Santo
Por João Montenegro
O consórcio Piauí-Alabama, liderado pela Triunfo Logística, foi o vencedor da licitação para contratar o descomissionamento das plataformas fixas do campo de Cação, na Bacia do Espírito Santo. O valor apresentado pelo grupo para prestar o serviço foi de R$ 38,5 milhões.
O resultado foi anunciado pela Petrobras depois da desclassificação do grupo norte-americano EPIC Companies, que entrou com pedido de recuperação judicial nos EUA.
No entanto, a epecista Saipem e a shipbroker Westshore — esta última representante da firma de engenharia William Jacob Management na concorrência — entraram com recurso contra a decisão da petroleira. Na classificação original, as empresas ficaram em segundo e sexto lugares, respectivamente,com propostas de R$ 37,8 milhões e R$ 46,1 milhões.
Procurada, a Petrobras informou que o processo se encontra em andamento. A Westshore declarou que, “por se tratar de oportunidade onde não houve divulgação final, não deseja fazer comentário sobre o processo em andamento”. Já a Saipem não retornou ao contato.
O edital da licitação prevê a retirada de todos os equipamentos e materiais de superfície, como passarelas (gangways), guindastes, topsides e jaqueta, além de materiais identificados com a presença de radiação de ocorrência natural (NORM, na sigla em inglês).
O escopo inclui ainda serviços de corte de equipamentos e estruturas submarinas, como estacas, condutores e tubulações em profundidade de até 1,5 m abaixo do assoalho marinho. O abandono dos poços do campo foi concluído em setembro de 2016.
Tudo o que for retirado deverá ser transportado para uma área específica definida pela contratada, sendo que os deques e jaquetas terão de ser desmantelados e destinados como sucata. No caso dos materiais NORM, estes deverão ser levados para uma área a ser indicada pela Petrobras.
A empresa contratada deverá iniciar as atividades offshore até julho de 2020, tendo, a partir dessa data, 90 dias para fazer a disposição final das estruturas, materiais e equipamentos das plataformas de Cação.
Com duração de dois anos, o contrato tem início programado para março de 2020.
Fonte: Revista Brasil Energia