A Saipem apresentou, nesta quarta-feira (29/7), um plano de reestruturação para se recuperar do prejuízo acumulado de € 920 milhões no primeiro semestre deste ano. Uma das medidas, não detalhada, é a redução das atividades no Brasil e no Canadá, que geraram um baixa contábil de € 211 milhões no balanço da empresa.
Hoje, a companhia também anunciou a demissão de 8,8 mil funcionários como parte do plano de economizar € 1,3 bilhão até 2017.
Questionado se o Brasil deixou ser der um mercado estratégico para a Saipem, o CEO Stefano Cao afirmou que “o Brasil sempre foi uma importante parte do portfólio”, mas que é preciso repensar a estratégia para o país.
“Eu diria que a abordagem estratégica mudou. Em vez de estarmos lá [no Brasil], cobrindo o antigo espectro de atividades, nós, definitivamente [devemos] perseguir oportunidades em águas profundas, em SURF (equipamentos submarinos, umbilicais, risers e linhas de escoamento, na sigla em inglês) no Brasil”, afirmou Cao.
A Saipem mantém no Brasil um terminal no Guarujá, adquirido em 2011, e atua em contratos de instalação de dutos submarinos e na operação do FPSO Cidade de Vitória, afretrado pela Petrobras para operação no Espírito Santo (Golfinho e Canapu).
Atualmente, a companhia está concluindo o contrato fechado com a Petrobras para instalação do trecho profundo do Rota 2 – contrato na mira da força-tarefa da Lava Jato, por suspeitas de desvio do ex-diretor de serviços da Petroleira, Renato Duque.
O Rota 2 é um gasoduto de 380 km e 24’’, instalado em lâmina de 2,2 mil metros, que vai interligar Lula e Cabiúnas. A instalação foi concluída no primeiro trimestre deste ano e a fase de pré-comissionamento está programada para acabar até setembro. O gasoduto está previsto para operar no início de 2016.