
A Saipem fechou contrato com a Petrobras para o desenvolvimento de drones subaquáticos no Brasil, informou a companhia italiana em comunicado na quarta-feira (28). Além deste contrato, a Saipem anunciou que firmou um acordo EPCI com a Saudi Aramco para um projeto offshore na Arábia Saudita, totalizando US$ 1 bilhão.
O contrato com a Petrobras prevê o desenvolvimento e teste de um robô de inspeção submarina autônomo que será baseado no FlatFish – drone de inspeção autônomo desenvolvido pela Shell/BG e o Senai-Cimatec. Financiado com recursos da cláusula de P&D da ANP, a Shell uniu esforços com a Saipem para concluir as etapas finais de seu desenvolvimento e industrialização.
O escopo do acordo inclui, também, a qualificação de serviços realizados por drones, com o objetivo de permitir futuras opções de contrato de inspeção offshore no Brasil. O potencial dessas tecnologias é vasto, segundo a Saipem, uma vez que podem ser usadas tanto na indústria de O&G quanto em projetos renováveis.
“Este contrato é um marco fundamental para o programa inovador de robótica subaquática da Saipem e para a utilização em escala global de drones submarinos em projetos offshore em toda a cadeia de valor, além de permitir estender os novos recursos ao Technology Readiness Level 8 [sistema de medição usado para avaliar o nível de maturidade de uma tecnologia] alcançado na frota de drones da Saipem”, afirmou em comunicado.
Apesar de ser um veículo autônomo, o design do FlatFish difere de um AUV convencional. Este, concebido na forma de um torpedo, se desloca apenas em trajetória retilínea. Já o FlatFish é capaz de se mover em todas as direções e de ficar em sua dock station por até seis meses sem emergir (quando devidamente “alojado”).
O contrato para o fornecimento do FlatFish em si já foi assinado entre Saipem, Petrobras e Shell em maio de 2022. No âmbito deste negócio, os projetos-piloto estão inseridos no programa de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) da ANP, com o objetivo de qualificar o drone para realizar inspeções não tripuladas e sem embarcações para apoiar as campanhas de monitoramento e manutenção de sistemas subsea.
Fonte: Revista Brasil Energia