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Clippings - 02/02/17

Santos garante alta de 3% na produção nacional em 2016

A produção brasileira de petróleo subiu 2,97% em 2016, para 2,509 milhões de barris/dia, graças à Bacia de Santos, onde o crescimento da produção foi capaz de superar as perdas registradas em Campos, que por sua vez, teve seu patamar de produção retornando aos níveis de 2007. Campos entrou em uma clara trajetória de declínio desde o fim de 2014.

Ao todo, a Bacia de Campos produziu 1,482 milhões de barris/dia, em média, no ano passado, queda de 9,17% em relação a 2015. Em barris, a província deixou de entregar 150 mil barris/dia no ano.

Roncador, que era o maior campo do país até ser superado por Lula, em meados de 2015, é o reflexo da decadência da produção na Bacia de Campos. Investimentos em 2014 fizeram com o que o ativo saísse do patamar anterior de 250 mil barris/dia para 275 mil barris/dia e, posteriormente, 335 mil barris/dia em 2015.

Naquela época, a Petrobras conduzia o programa de aumento de eficiência (Proef) da Bacia de Campos, sobre o qual não mais se ouviu falar. A racionalização de investimentos e o foco no pré-sal, iniciada em 2015 e intensificada ano passado, fez com que Roncador voltasse ao patamar de 280 mil barris/dia em 2016.

É o cenário de toda a província: dos 54 campos em produção em 2016, 70% registraram quedas, incluindo grandes sistemas como Marlim, Marlim Sul e Marlim Leste. Na outra ponta, a Petrobras ainda tem conseguido manter em alta a produção de Jubarte, no Parque das Baleias, que produziu 207 mil barris/dia em 2016, alta de 8,9%.