As reservas provadas (1P) de petróleo do Brasil caíram 3% em 2016, para 12,666 bilhões de barris, redução de 367 milhões de barris na comparação com 2015, quando as reservas consolidadas ficaram em 13,033 bilhões de barris. Pela primeira vez, a Bacia de Santos superou a Bacia de Campos em termos de reservas provadas. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (31/3) pela ANP.
Com o desenvolvimento do pré-sal, a Bacia de Santos terminou 2016 com 6,112 bilhões de barris (1P), enquanto a Bacia de Campos tinha 5,735 bilhões de barris (1P). Na comparação com 2015, as reservas de Santos cresceram 477 milhões (+8,7%) enquanto em Campos foram produzidos ou reclassificados 789 milhões de barris (-12%), sem acréscimo de reserva.
“Em sua maioria, a redução de reservas justifica-se pela alteração das premissas econômicas, principalmente devido às novas projeções do preço do petróleo”, afirma o relatório da agência.
Considerando as reservas possíveis (3P), o país fechou 2016 com 22,741 bilhões de barris, redução de 12% na comparação anual. A ANP ressaltou que 76 milhões de barris de reservas provadas (1P) e 452 milhões de barris de reservas possíveis (3P) informados pelos operadores não foram formalmente reconhecidos pela ANP – por regra, a agência precisa divulgar o balanço de reserva até 31 de março de cada ano.