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Diretor do porto público destacou que hoje existem em torno de R$ 2 bilhões investidos pela iniciativa privada na região da Baía da Babitonga
O diretor-presidente do Porto de São Francisco do Sul, Cleverton Elias, afirmou que garantir a manutenção dos parâmetros atuais de profundidade é o objetivo inicial, mas existem esforços de diferentes agentes para viabilizar novos patamares de navegabilidade na área de influência do complexo, que concentra aproximadamente 60% da movimentação portuária de Santa Catarina. Elias destacou que a primeira medida adotada pela autoridade portuária este ano foi estabelecer um contrato que permite controlar e planejar a necessidade das obras de dragagem de manutenção.
“Estamos planejando, para o início de 2024, antecipar a dragagem de manutenção para assegurar a condição atual que é essencial. E, num segundo momento, estamos discutindo a dragagem de aprofundamento do canal externo”, detalhou Elias, na última terça-feira (17), durante painel do IV Encontro Nacional de Autoridades Portuárias e Hidroviárias (Enaph), em Brasília (DF).
O planejamento da autoridade portuária prevê a contratação de um estudo de viabilidade para a conclusão da obra de aprofundamento e alargamento do canal externo. Segundo Elias, o objetivo é atingir 16 metros de profundidade do acesso aquaviário externo. Ele disse que o complexo está na iminência de obter licença ambiental de instalação (LI) e buscará viabilizar a financiabilidade de obras de alargamento do canal. O executivo estima que, conseguindo os recursos necessários, a obra poderá ser executada em 2024 e durar em torno de 10 meses.
Elias contou que o governo do estado, o Porto Itapoá e a Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários do Ministério de Portos e Aeroportos (SNPTA/MPor) discutem quais podem ser as fontes adequadas para financiar essa obra. “É uma obra que o porto organizado não tem condições de sustentar com receita própria. A receita arrecadada com tabela 1 assegura recursos suficientes para manutenção, mas não para esse investimento”, ponderou.
Ele destacou que hoje existem em torno de R$ 2 bilhões investidos pela iniciativa privada na região da Baía da Babitonga. Elias citou o arrendatário Tesc, que concluiu este ano o investimento para complexo de R$ 250 milhões iniciando operação de grãos. Além disso, existe um outro terminal de uso privado (TUP) sendo construído ao lado do porto. “É importante fazer o planejamento adequado para, num segundo momento, após alargamento do canal externo, fazermos também o aprofundamento para cota de 16m do canal interno [até a dársena do porto público]”, projetou.
Fonte: Revista Portos e Navios