São Paulo perdeu participação nas exportações brasileiras desde a crise financeira que se acentuou em 2009. De acordo com o Boletim Regional do Banco Central, o Estado respondia em 2013 por 23,2% dos embarques. Em 2009, eram 29,2%.
Esse comportamento é explicado pela queda nas vendas de produtos manufaturados, que têm grande participação na pauta exportadora do Estado e foram os mais afetados pela queda no consumo dos países importadores.
Nesse perãodo, as vendas de produtos fabricados no Estado para o exterior caíram 0,5% ao ano, em média. As exportações nacionais, por outro lado, avançaram na média de 4,1% ao ano.
Entre 2004 e 2009, por outro lado, os comportamentos nacional e paulista foram muito semelhantes, respectivamente, de 22% e 20% de variação média anual.
O Estado vem perdendo espaço no PIB do pais, de acordo o resultado das Contas Regionais do Brasil de 2012, que mostra a participação dos Estados e setores da economia na geração da riqueza nacional. Os dados foram divulgados pelo IBGE na última sexta-feira (14).
São Paulo teve a terceira queda consecutiva de participação na geração das riquezas. Mesmo assim, o Estado permanece sendo responsável por um terço do resultado do PIB brasileiro.
Em 2012, sua participação foi de 32,1%, queda de 0,5 ponto percentual em relação ao verificado em 2011. No início da série histórica, em 2002, a fatia era de 34,6%.
IMPORTAÇÕES
Pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgada na segunda-feira (17) mostrou que o brasileiro está comprando cada vez mais bens importados. No terceiro trimestre do ano, 21,9% dos produtos industrializados consumidos no país vieram de fora.
É o maior valor desde 2007, quando a CNI iniciou a série estatística. Esse índice considera os últimos 12 meses, contados a partir de setembro.
A participação de importados na lista de produtos consumidos pelos brasileiros cresceu 0,8 ponto percentual no terceiro trimestre do ano em comparação com o mesmo perãodo do ano passado.
O recorde se confirma depois de os dados do primeiro semestre –que indicavam uma participação de 22,5% de importados no carrinho de compras do brasileiro– ter sido revisado, para 21,7%.