Estão sendo ofertados os blocos 7, 8 e 9 da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) ocidental do país. As propostas serão aceitas até o dia 30 de junho

A Agência Nacional de Petróleo de São Tomé e Príncipe abriu, na sexta-feira (8), uma rodada de licenciamento para três blocos na Zona Econômica Exclusiva (ZEE) ocidental do país.
As empresas do mercado de petróleo e gás podem apresentar propostas técnicas e econômicas para os blocos 7, 8 e 9, oferecendo até 85% de participação no ZEE.
Os interessados devem submeter as propostas separadamente por bloco até o dia 30 de junho de 2026.
A área onde estão localizados os blocos é considerada geologicamente análoga às bacias ao largo do Gabão e da Guiné Equatorial. De acordo com comunicado da Câmara Africana de Energia no mesmo dia, o mais recente reprocessamento sísmico confirmou a presença de sistemas petrolíferos viáveis, com exploração direcionada a estruturas do Cretáceo.
Ainda não há declaração comercial das descobertas que já existem no país, já que os poços Jaca-1 e Falcão-1 ainda não tiveram sucesso. Contudo, ambos confirmaram sistemas petrolíferos que funcionam e que podem orientar futuras explorações e reduzir riscos em blocos adjacentes.
Jaca-1 está localizado no Bloco 6 e foi perfurado em 2022 pela Galp. Já Falcão-1 foi perfurado pela Shell no Bloco 10 em outubro de 2025.
Em janeiro deste ano, a Shell e a Petrobras se encontraram com a agência reguladora do país para discutir os resultados e próximos passos neste poço, inclusive em outros blocos em que ambas as empresas mantêm parceria.
A Petrobras voltou a atuar em São Tomé e Príncipe desde 2024, com participação em cinco blocos. No mesmo ano, adquiriu 45% de participação nos blocos 10 e 13 e 25% de participação no bloco 11.
Em setembro de 2025, comprou 27,5% de participação no bloco 4. Com a aquisição, a empresa passou a integrar o consórcio do referido bloco, composto pela Shell, operadora do ativo (30%), além de Galp (27,5%) e ANP-STP (15%).
Já em abril deste ano, firmou acordo para adquirir da Oranto no Bloco 3. A Petrobras está adquirindo 75% e, com a conclusão da transação, o consórcio passará a ser composto pela Petrobras (operadora, 75%), Oranto (15%) e ANP-STP (10%).
Fonte: Revista Brasil Energia