A SBM Offshore está insatisfeita com o bloqueio ao fechamento de contratos no Brasil, afirmou a companhia na divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2017. A empresa não concorda com o fato de estar habilitada a participar de licitações mas não poder formalizar os contratos até que o acordo de leniência com as autoridades brasileiras seja assinado.
“A companhia contesta esta posição pois considera a situação insatisfatória em meio aos esforços em curso para alcançar uma solução final”, afirmou a SBM.
A empresa vem tendo dificuldades para finalizar o acordo, que deve passar pelas aprovações do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle, Advocacia Geral da União, Ministério Público Federal, Petrobras e Tribunal de Contas da União.
No começo de setembro, a 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF negou o acordo original por considerar que a companhia holandesa não teve colaboração efetiva com as investigações sobre pagamentos de propinas em contratos com a petroleira no Brasil. Com isso, o MPF encaminhou o processo para revisão por um novo procurador e análise pelo Conselho Institucional. O acordo original prevê o ressarcimento de US$ 341,8 milhões (R$ 1,12 bilhão), sendo US$ 328,2 milhões referentes a Petrobras e US$ 13,6 milhões aos cofres públicos.
Entre os projetos da SBM com a Petrobras em que foram encontradas irregularidades até 2012 estão a construção da P-57 e o afretamento dos FPSO II, FPSO Espadarte (antigo Cidade de Anchieta), FPSO Brasil, FPSO Marlim Sul e FPSO Capixaba.
A companhia também está sendo investigada nos Estados Unidos devido a um acordo fechado com a Unaoil para a entrega de barcaças. No momento, a SBM está negociando um acordo com o Department of Justice (DOJ) para encerrar as investigações.
Resultados
A SBM Offshore teve receita de US$ 435 milhões no primeiro trimestre de 2017, queda de 14% em relação ao faturamento de US$ 507 milhões do mesmo perãodo no ano passado.