A SBM Offshore apresentou nesta quinta-feira (16/4) para um seleto grupo de executivos do setor petróleo um novo projeto para a construção de FPSOs a partir de cascos novos. Batizado de Fast Track, o projeto tem como benchmark o FPSO Cidade de Ilhabela, que hoje produz no campo de Sapinhoá, no cluster do pré-sal da Bacia de Santos.
A ideia, que a empresa pretende implantar também no Brasil, pretende padronizar a construção de cascos novos, feitos sob risco, e eliminar a etapa de conversão nos processo de construção. Além disso, os novos cascos trariam uma ampliação de 13% no topside e eliminariam a necessidade de drydock.
O novo conceito de casco também ampliaria em 2 milhões de barris a capacidade de estocagem dos FPSOs, que poderiam ser instalados em lâmina d’água de 300 m a 3.000 m. “Sim, nós poderíamos fazer isso aqui no Brasil”, respondeu o presidente da SBM Offshore, Philippe Levy, ao ser questionado por um representante da Petrobras.
Em um momento de escassez de VLCCs para conversão em FPSOs e de necessidade de ampliar a capacidade de processamento das unidades de produção, a aposta da SBM Offshore é que este sistema possa começar a ser implantado a partir do segundo FPSO de projeto de Libra, que deve entrar em operação após 2020.
Antes, contudo, a empresa precisa resolver seus imbróglios com a Justiça e voltar a participar das licitações da Petrobras. No mês passado, a SBM assinou um memorando de entendimento com a Controladoria Geral da União (CGU) e a Advocacia Geral da União (AGU), que servirá de base para negociações do acordo de leniência do caso de pagamento de propina em contratos da companhia com a Petrobras.