
A Schlumberger destacou os contratos firmados com a Petrobras, Enauta e Eneva em seu comunicado sobre os resultados do terceiro trimestre deste ano, publicado pela companhia na sexta-feira (21). Os contratos visam o fornecimento de bomba submersível elétrica (ESP), de um sistema integrado de produção subsea e de uma parceria estratégica, nesta ordem.
O sistema MaxFORTE* ESP da companhia será utilizado pela Petrobras no campo de Jubarte, na Bacia de Campos. O contrato com a estatal também inclui uma extensão de 10 anos para serviços de monitoramento e intervenção na bomba, que serão realizados pela Schlumberger de forma remota no país, com o objetivo de aumentar a vida útil do produto.
A companhia afirma que as primeiras gerações de sistemas MaxForte* ESP desenvolvidas para ativos da Petrobras na Bacia de Campos “até agora entregaram uma excelente confiabilidade acima de quatro anos, apesar das dramáticas oscilações de pressão e temperatura – enquanto produziam volumes prolíficos de óleo pesado, emulsões e gás”, segundo o comunicado.
Já o contrato com a Enauta inclui um amplo escopo de trabalho submarino que abrange sistemas de processamento e de produção subsea e árvores de natal para o campo de Atlanta, localizado na Bacia de Santos, para integrar os poços existentes e apoiar o desenvolvimento futuro do ativo. O contrato é semelhante ao assinado com a OneSubsea em março deste ano.
Ao PetróleoHoje, a assessoria de imprensa da Enauta explicou que o contrato foi assinado no primeiro trimestre deste ano, e que as entregas devem ser iniciadas em 2023, com término previsto para o primeiro trimestre de 2024. Conforme publicado pelo PetróleoHoje, a companhia está se preparando para perfurar o quarto poço de Atlanta no início de novembro deste ano.
Por sua vez, o contrato com a Eneva permite o acesso da companhia ao ambiente cognitivo de E&P da Schlumberger, chamado Delfi. O sistema é executado na nuvem e prevê o armazenamento e processamento de dados de E&P, além de proporcionar a colaboração entre usuários diferentes, visando ajudar na tomada de decisões e aumentar a performance das empresas.
Além de acesso ao Delfi, o contrato com a Eneva também prevê serviços de modelagem de reservatório integrada e serviços especializados de transição. Segundo a Schlumberger, a parceria estratégica elevará a Eneva “a um novo nível de digitalização”, ainda segundo o comunicado.
A Schlumberger teve uma receita de US$ 7,4 bilhões no 3T22, representando um aumento de 10% ante a receita do trimestre anterior (US$ 6,7 bilhões). Geograficamente, a receita “International” – que inclui Europa, África e América Latina, entre outros – foi responsável por US$ 5,8 bilhões, representando um aumento de 13% ante a receita deste segmento no segundo trimestre de 2022 (US$ 5,1 bilhões).
Fonte: Revista Brasil Energia