O consórcio Libra contratou a Schlumberger para fornecer software de exploração e produção por cinco anos. A companhia fornecerá uma plataforma com foco em interpretações geológicas e geofísicas, modelação geológica e engenharia de reservatório para o projeto brasileiro.
Os serviços serão prestados pela área de Soluções Integradas de Software da Schlumberger. De acordo com a companhia, o mercado brasileiro já voltou a contribuir positivamente para as receitas. Graças ao país, o faturamento na América Latina ficou estável em US$ 952 milhões no primeiro trimestre do ano em relação ao último trimestre de 2016, mesmo com quedas no Peru, Colômbia e Equador.
Nos três primeiros meses de 2017, a melhora no faturamento da Schlumberger no Brasil foi estimulado pelo aumento das atividades das subsidiárias OneSubsea e WesternGeco, que registrou crescimento das vendas de levantamentos multicliente devido à expectativa para a 14ª Rodada de licitações, prevista para ocorrer ainda este ano.
“Olhando para o futuro, há sinais positivos emergentes para os nossos negócios na América Latina, incluindo oportunidades para novos modelos comerciais no Brasil conforme a Petrobras continua com seu programa de venda de ativos, que traz um novo foco para as bacias terrestres maduras”, comentou Paal Kibsgaard, CEO da Schlumberger, durante a divulgação dos resultados do primeiro trimestre do ano.
A Schlumberger também foi convidada para participar de uma concorrência para a aquisição de 12 árvores de natal molhadas (ANMs) destinadas ao projeto de Libra. O edital foi divulgado no final de fevereiro e também foram convidadas Aker Solutions e TechnipFMC.
Globalmente, a Schlumberger teve lucro de US$ 279 milhões entre janeiro e março de 2017, queda de 44% frente aos ganhos de US$ 501 milhões dos mesmos meses no ano passado, quando a companhia ainda não havia concluído a compra da Cameron. As receitas totais somaram US$ 6,9 bilhões, alta de 6% na comparação com os US$ 7,1 bilhões do mesmo perãodo em 2016.