As atividades de perfuração, completação e intervenção de poços onshore no Brasil devem crescer entre 20% e 30% nos próximos anos, segundo estimativas da Schlumberger.
O aumento previsto está principalmente associado a oportunidades geradas pelos desinvestimentos de ativos terrestres da Petrobras, que abrangem mais de oito mil poços no Nordeste.
“Esperamos um aumento significativo de iniciativas relacionadas à melhoria da produção na região, o que será traduzido em um crescimento exponencial da atividade em 2019”, assinala o gerente de Serviços de Campo (OFS) da companhia, Felipe Vigne Germini.
Em paralelo, a Petrobras deve intensificar a demanda por serviços de workover e intervenções sem sonda (rigless) para manter os níveis de produção em seus campos autossustentados na Amazônia e no Nordeste.
Atividades de abandono de poços também movimentarão o segmento. A previsão é que a estatal coloque em prática um projeto piloto envolvendo um mínimo de três poços no próximo semestre e lance uma licitação para executar nova campanha de abandono em 2019.
No momento, a Petrobras licita a reabilitação do campo maduro de Canto do Amaro, no Rio Grande do Norte, que incluirá a perfuração e completação de novos poços no ativo.
Germini acredita que o mercado independente começa a se recuperar já no próximo semestre, impulsionado pelos preços do Brent.
“Os operadores independentes realizam a venda do petróleo em moeda local. Com o câmbio atual, o barril está 10% acima do seu patamar histórico em reais registrado em 2013”, explica.
O aumento das atividades de perfuração deve acontecer principalmente em projetos do tipo gas-to-wire, nos quais a própria operadora gera energia elétrica a partir da produção – caso da Eneva na Bacia do Paranaíba.
Outros possíveis incentivos virão com a implementação do Reate, programa do governo federal que visa fomentar as atividades onshore, e iniciativas da ANP para avaliar plays não convencionais.
Contrato
A Schlumberger deu início aos trabalhos para atender a um novo contrato de intervenção de poços onshore com a Petrobras.
Ao todo, 17 unidades de slickline-arame, ferramentas de poço e 70 funcionários estão sendo mobilizados nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe e Bahia.
No valor de R$ 3 milhões e duração de um ano e meio, o contrato incluirá serviços de perfilagem de produção (poço revestido) em memória.
A Schlumberger também possui contratos vigentes de perfuração, elevação artificial, teste de formação e cimentação com a Petrobras.
Fonte: Revista Brasil Energia