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Clippings - 26/08/20

Seadrill considera recuperação judicial

A Seadrill registrou prejuízo de US$ 183 milhões no segundo trimestre de 2020, ante a baixa de US$ 1,5 bilhão no período anterior. Em seu relatório trimestral, publicado na terça-feira (25/8), a empresa informou que talvez entre com pedido de recuperação judicial para reestruturação financeira.

Nos primeiros três meses do ano, a operadora de sondas entrou em negociação com credores para a alteração de suas linhas de crédito, o que proporcionaria maior flexibilidade operacional e liquidez no curto prazo. No entanto, a empresa não conseguiu aprovação de todas as instituições.

“Como consequência, não procedemos com o consentimento do banco e contratamos consultores financeiros e jurídicos para preparar uma reestruturação abrangente de nosso balanço patrimonial. Tal reestruturação pode envolver o uso de um processo supervisionado por tribunais”, escreveu a Seadrill.

A companhia tem dívida US$ 420 milhões com prazo de um ano e de US$ 6,2 bilhões com vencimento no longo prazo.

Entre abril e junho, a receita da Seadrill foi de US$ 277 milhões – queda de 14% em relação ao período anterior. A empresa renegociou o valor de taxas diárias de cinco embarcações com a Equinor e a Saudi Aramco, além de ter contrato suspenso por até 12 meses para a embarcação AOD II, afretada pela petroleira saudita.

No relatório, a empresa alertou que os clientes poderão tentar rescindir ou renegociar contratos, “o que pode resultar em diárias mais baixos ou termos econômicos menos favoráveis”.

A Seadrill acredita que as atividades offshore permanecerão baixas entre 2020 e 2021, mas os níveis de contratação crescerão em meados do próximo ano, quando os projetos adiados por conta da pandemia de covid-19 forem retomados.

Em junho, a empresa anunciou o descarte de até dez sondas de perfuração. A companhia acredita que haverá uma “racionalização do mercado” nos próximos trimestres, com sondas mais velhas e hibernadas há muito tempo sendo descartadas.

A Seadrill tem duas sondas em atividade no Brasil: West Tellus, afretada pela Petrobras, e West Saturn, em contrato com a ExxonMobil.

Na última semana, a Valaris entrou em recuperação judicial, a exemplo de duas outras grandes operadoras de sondas, como Noble e Diamond Offshore.

Fonte:Revista Brasil Energia