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Clippings - 06/10/23

Seção de qualificação permitirá aferir capacidade de construção do SCPN

Divulgação MB

Marinha considera etapa essencial para homologação do processo construtivo do submarino de propulsão nuclear e para certificação do estaleiro

A Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha (DGDNTM) realizou, nesta quarta-feira (4), a cerimônia do corte da primeira chapa da seção de qualificação do submarino convencionalmente armado com propulsão nuclear (SCPN). A seção permitirá aferir a capacidade, única no hemisfério sul, de construção de um submarino deste tipo e marca o início da busca pelo estaleiro de sua qualificação com o processo construtivo a ser homologado, de forma a permitir futuramente o início da construção do meio. O evento ocorreu no Complexo Naval de Itaguaí (CNI).

O gerente do empreendimento modular de obtenção de submarinos, contra-almirante (EN) Marcio Ximenes Virgínio da Silva, explicou que, embora a seção de qualificação não vá fazer parte do submarino, ela é essencial para permitir a homologação do processo construtivo e, por conseguinte, a certificação do estaleiro para a construção do meio naval.

“O primeiro corte das chapas visando à confecção de almas – as quais formarão uma série de cavernas que serão unidas aos chapeamentos – comporão as subseções e, finalmente, a seção de qualificação”, detalhou o contra-almirante Ximenes. Ele acrescentou que o processo de homologação envolve demais atividades, além daquelas diretamente ligadas às atividades-fim, como a movimentação entre cada estação de trabalho e a análise das dificuldades intrínsecas aos processos, considerando o peso desta seção — de aproximadamente 100 toneladas.

O SCPN é o objetivo principal do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), que abrange a construção de quatro unidades convencionais (diesel-elétricas) e outra com propulsão nuclear, tendo como base principal a transferência de tecnologia, a nacionalização de equipamentos e sistemas, bem como a capacitação de pessoal. O projeto envolve atualmente cerca de 1.500 trabalhadores, entre militares e civis, e o Prosub tem capacidade de gerar até 24.000 empregos diretos e 40.000 indiretos.

Durante o evento, o presidente da Itaguaí Construções Navais (ICN), Renaud Poyet, destacou que o Brasil está dando um passo que vai elevar a tecnologia local ao nível de países como a França, os Estados Unidos, a China, a Inglaterra e a Rússia. O diretor-geral de desenvolvimento nuclear e tecnológico da Marinha, almirante de esquadra Petronio Augusto Siqueira de Aguiar, disse que o programa trouxe um salto tecnológico ao Brasil, contribuindo de forma substancial para que o setor de defesa atinja um patamar estratégico relevante.

Fonte: Revista Portos e Navios