Reestruturação do governo estadual consolidou pasta das atividades ligadas à Economia do Mar e energia em nova estrutura da Sedes. Administração espera economia anual de R$ 16,3 milhões
O governo do estado do Rio de Janeiro anunciou, nesta quinta-feira (27), a nova estrutura da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedes-RJ), que consolidou a integração da antiga Secretaria de Energia e Economia do Mar (Seenemar), que havia ocorrido no último dia 22 de julho. A Sedes está sob o comando de Roberto Gomides de Barros Filho, nomeado no dia 6 deste mês. Em até 30 dias, será publicado o regimento interno da pasta.
Formado em Administração pela Escola Naval e com Especialização e Mestrado em Economia, respectivamente pela George Washington University e pela FGV EPGE, Barros Filho é analista de finanças públicas da Fazenda. O chefe da Sedes já exerceu os cargos de subsecretário do Tesouro Estadual na própria Sefaz-RJ, diretor do Tesouro do Estado do Paraná, subsecretário de Política Fiscal de Niterói e superintendente de Captação de Recursos da secretaria.
A administração estadual ressaltou que a mudança na secretaria busca ampliar a coordenação entre áreas com atuação complementar e reduzir custos operacionais, liberando recursos para a atividade fim da secretaria, de atrair mais investimentos para o estado.
Essa reorganização, oficializada por decreto do governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, prevê uma economia anual de R$ 16,3 milhões aos cofres públicos. Com a racionalização de setores que tinham atribuições semelhantes, redução de custos e eliminação de sobreposições no corpo funcional, a pasta reporta uma queda de 30,4% no número de áreas.
O governo do RJ avalia que os efeitos da reestruturação estão refletidos no número de subsecretarias, superintendências, coordenadorias, assessorias e divisões, que foram todas redimensionadas. Os objetivos principais são fortalecer as áreas técnicas e estratégicas e ampliar a capacidade de execução de políticas públicas.
Segundo a administração estadual, mesmo preservando as atividades fim, o quadro de pessoal da Sedes foi reduzido em 35,5%. Já o valor mensal da folha de pagamento caiu 30,9%, passando de R$ 2,08 milhões para R$ 1,43 milhão e proporcionando ao estado uma economia de quase R$ 7,7 milhões por ano.
Outra iniciativa que integra o trabalho de racionalização de custos é a revisão dos contratos da pasta. Com essa medida, o governo estadual prevê uma economia de R$ 715 mil por mês, ou R$ 8,5 milhões anuais.
Fonte: Portos e Navios