A segunda fase da primeira rodada de licitações do México teve três blocos arrematados de um total de cinco áreas oferecidas. Os vencedores foram a italiana Eni, o consórcio argentino entre a Pan American e a E&P Hidrocarburos y Servicios, e a parceria entre a americana Fieldwood e a mexicana Petrobal.
Todas as áreas ofertadas nesta quarta-feira (30/9) estão nas águas rasas da região de Cuencas de Surest e eram consideradas de baixo risco exploratório, pois já tinham reservas descobertas. No total, as áreas arrematadas têm seis campos declarados comerciais. A expectativa é de que a região atraia US$ 3 bilhões em investimentos e comece e produzir já em 2018, podendo alcançar um pico de produção 90 mil barris/dia em 2021.
O presidente da agência reguladora do México (CNH), Juan Carlos Zepeta, disse que a concorrência foi satisfatória e confirmou o êxito da reforma energética no país: “Aprendemos com as lições do primeiro leilão e fizemos ajuste. Devemos destacar o êxito que o México teve hoje, mesmo nas atuais circunstâncias do preço do barril de petróleo, que está cerca de 60% abaixo de quando o Estado aprovou a rodada”, afirmou Zepeta.
O leilão
Somente o bloco 1 chegou a receber propostas de todos os licitantes, enquanto os blocos 3 e 5 não tiveram nenhuma oferta. No total, nove licitantes – 5 companhias de forma individual e 4 consórcios – foram registrados para a segunda fase do leilão, embora 14 tenham se pré-qualificado no mês passado . Dentre as empresas que manifestaram interesse, mas não chegaram a se qualificar estão a Shell, ONGC e Chevron.
R1
A primeira fase do Rodada 1 mexicana (R1) ocorreu em julho e teve apenas dois blocos arrematados das 14 áreas em águas rasas oferecidas. Na época, além dos ativos arrematados, apenas outros quatro chamaram atenção das petroleiras, mas as ofertas estavam abaixo dos mínimos exigidos.
Em dezembro deste ano ocorrerá a fase terrestre do leilão, na qual 59 empresas já manifestaram interesse. Posteriormente, ainda sem data definida, estão previstas licitações de águas profundas e áreas não convencionais.
Com os leilões, o México espera frear a queda de produção atual e voltar à média de produção de 2,5 milhões de barris/dia. De acordo com a consultoria Douglas-Westwood, a produção de óleo mexicana caiu cerca de 3,3% nos últimos dez anos.