A Marinha brasileira não terá capacidade para proteger as áreas do pré-sal durante seu pico de produção, de acordo com avaliação feita pela IHS. A consultoria prevê que a falta de segurança, que seria resultante da redução de investimentos nas forças armadas brasileiras, poderá prejudicar futuras operações de perfuração na região.
O monitoramento da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) será afetado sobretudo pela postergação de programas de patrulhamento marinho na região. Até o momento, apenas 7,2% do orçamento do programa foi aplicado e, no ritmo atual, sua implementação levará 60 anos para ser concluída.
No pré-sal, principal foco da Petrobras, estão situadas 14 sondas de perfuração e duas unidades FPSO. “Não há outra região marítima, com exceção da Bacia de Campos, em que a Petrobras esteja perfurando tantos poços”, ressaltou Michael Dyer, diretor de pesquisa técnica da IHS Energy.
Segundo o especialista, a Petrobras perfurou 39 poços offshore na Bacia de Santos em 2015 e, provavelmente, um número similar será perfurado em 2016.
Procurada para comentar a avaliação feita pela IHS, a Marinha do Brasil (MB) informou que está adequando alguns programas prioritários, como o de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB), para reduzir o impacto dos cortes no orçamento. A MB destaca ainda que tem se dedicado em obter os recursos financeiros tanto para as atividades de manutenção e modernização dos meios navais em operação, quanto para obtenção de novos meios.