Barragem de 40 metros de altura, formando um lago de 280 hectares de extensão, a PCH Apertadinho não tinha seguro quando desmoronou às 13h45 de 9 de janeiro de 2008.
Ao ruir, a usina despejou mais de 30 milhões de metros cúbicos no cânion do rio em apenas três horas, causando um dos maiores desastres ambientais de Rondônia. Fontes do setor segurador contam que, quando assumiu a obra, o Consórcio Construtor Vilhena contratou apólices de Responsabilidade Civil e Garantia de Performance em favor da empresa contratante, a Cebel, como é praxe em obras de infraestrutura.
O seguro foi contratado junto às seguradoras Unibanco AIG e J. Malucelli. A apólice de Garantia de Performance garante que a obra será concluída dentro dos prazos e das especificações exigidas pela contratante. No entanto, devido ao alto custo da apólice, foi contratado um seguro que cobria apenas 10% do valor. Foi o primeiro grande erro. O segundo foi que as apólices venceram em 2007, antes do término da obra, e não foram renovadas. As duas seguradoras não comentaram o caso. (J.R.)