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Clippings - 25/11/13

Seguros de navios movimentam R$ 200 mi

No mundo, os prêmios emitidos no segmento de cascos marítimos somaram US$ 8,5 bilhões em 2012, sendo 52% do total na Europa, 34,6% na Ásia e 6% na América Latina. Polízio, que também é superintendente-executivo para a área marítima e aeronáutica do BB Mapfre, disse que o mercado de seguros para casco marítimo está forte e deve continuar nesse ritmo no Brasil. O segmento de construção de navios mercantes está aquecido bem como o de apoio offshore [que atende as plataformas]. Existe demanda de seguros para todas as embarcações e muitos desses negócios envolvem agentes financiadores que têm o seguro como um dos principais requisitos [para a concessão do crédito], disse Polízio.

Tarcisio Godoy, diretor-geral da Bradesco Auto-Re, disse que o segmento oferece oportunidades. O Brasil tem uma das maiores costas litorâneas do mundo e grandes rios navegáveis, o que representa um mercado potencial para o seguro de embarcações, inclusive o de lazer.

Um dos temas em debate no setor é o uso, no Brasil, das chamadas condições nórdicas, um conjunto de normas de seguros marítimos muito utilizado por armadores internacionais. Essas cláusulas funcionam como uma alternativa de contratação de seguro em relação às condições brasileiras. Os armadores brasileiros e internacionais querem poder utilizar esta condição [nórdica] no Brasil como originalmente existente, já que hoje ela [a norma] é largamente adotada em todo o mundo, disse Maria Helena Carbone, diretora da área marítima da Aon, consultoria e corretora de seguros.

O contrato fechado pela Liberty Seguros envolvendo a cobertura de 19 barcos de apoio offshore foi feito valendo-se justamente dessa condição nórdica. Foi o terceiro contrato fechado pela Liberty valendo-se dessas cláusulas.

Maria Helena disse que o planonórdico de seguros tem como característica ter uma apólice all risks em que tudo que não estiver excluído estará coberto, inclusive novos riscos não identificados. Já a condição brasileira nomina, segundo ela, os riscos que estão cobertos e apenas eles são contemplados na apólice. A executiva afirmou que, pela condição nórdica, vários riscos são cobertos sem a aplicação de franquia dedutível, sobretudo os riscos assumidos para evitar ou atenuar danos. Na condição brasileira, apenas na perda total da embarcação a franquia não é deduzida. Há, portanto, na nórdica, um grande incentivo para que se evite e minimize perdas.

Maria Helena afirmou que as condições nórdicas são revistas a cada três anos e resultam de um trabalho transparente no qual participam todos os envolvidos. A manutenção desse princípio [de revisão] no Brasil seria extremamente salutar e protegeria até mesmo o mercado segurador de uma discussão judicial por parte de algum segurado que se sinta prejudicado pela existência de alterações não formais e previamente apresentadas e comunicadas.

Salvador Picolo, presidente da consultora Picolo&Associados, disse que os seguradores brasileiros participam cada vez mais nas ações para mitigar sinistros.