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Clippings - 06/11/13

Sem parceira, plano para Santos continua

O diretor financeiro e de relações com investidores da América Latina Logística (ALL), Rodrigo Campos, disse que os planos para duplicar a ferrovia que liga o interior de São Paulo ao porto de Santos continuam, mesmo com o possível fim dos contratos com a Rumo Logística – empresa controlada pelo grupo Cosan.

Quando firmados, em 2009, os contratos entre ALL e Rumo previam a duplicação da ferrovia com recursos de R$ 970 milhões antecipados pela controlada da Cosan. Os recursos foram liberados, mas a licença para as obras não saiu (a linha atravessa uma área indígena) e os contratos entre as duas empresas serão agora reavaliados por meio de arbitragem. A gente sempre vai querer a duplicação. É o [plano de] investimento mais importante que temos hoje. Grande parte dos esforços da companhia está direcionado para que isso ocorra o quanto antes.

Campos evitou comentar a estimativa da companhia divulgada anteriormente de que a licença ambiental para as obras sairia ainda em 2013. Mas afirmou que, uma vez que a liberação saia, é possível concluir o investimento em um ano. Os projetos [de engenharia] estão prontos.

Ele ainda descartou que a companhia precise de uma injeção de capital para dar conta de novos investimentos. Isso nunca foi uma conversa nossa, disse.

A duplicação no caminho para Santos é, ao lado do setor portuário, o grande gargalo da ALL. Por esses dois motivos, a companhia vem enfrentando as já conhecidas dificuldades de operação e as consequentes multas pelo não cumprimento de contratos. Além da controlada da Cosan, nesse segmento a ALL tem pagado multas quando há não atendimento a Agrovia e Coopersucar.

Campos diz que a acusação de empresas do ramo sobre uma suposta contratação deliberada da ALL de cargas acima da capacidade da empresa são uma falácia.

Campos defende que, quando a maior parte desses contratos foi firmada, a companhia e o mercado em geral acreditavam em dois pilares para os negócios, que não se concretizaram. O primeiro era a duplicação da ferrovia. Só isso dobraria a capacidade da ALL no sistema paulista.

O segundo pilar seria o aumento de capacidade dos terminais no Porto de Santos, o que também não se concretizou. Segundo o diretor, esses problemas são contrários ao interesse da ALL. É uma falácia. Todo o problema de descasamento entre volume e capacidade é alheio à nossa vontade.

Se o cliente não entregasse o volume combinado, a ALL também iria cobrar, defende Luis Baldez, presidente da Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga (Anut). (FP)