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Clippings - 23/10/18

Semana marcada por novos avanços da ANP e Pedefor no conteúdo local

Numa ponta, comitê do Pedefor aprova mecanismo de bonificação, na outra, fiscalização da fase do desenvolvimento está pronta para começa

A semana que passou foi marcada por grandes avanços na regulação do conteúdo local. Tido nos últimos anos como um dos gargalos do investimento no setor, não só pela dificuldade em cumprir os requisitos, como também pela geração de multas milionárias, o assunto teve mais alguns desdobramentos.

Um deles foi a aprovação pelos Comitês Operativo e Diretivo do Pedefor do mecanismo de bonificação. O outro foi a definição de um último parâmetro para que a fiscalização da fase de desenvolvimento da produção pudesse ser finalmente iniciada.

Somados aos novos percentuais definidos para os leilões de óleo e gás, bem como à possibilidade de assinatura de aditivos contratuais que permitem às petroleiras adotar esses novos índices em projetos arrematados a partir da 7ª rodada até os contratados diretamente no regime de cessão onerosa, passando pelos de partilha, esse foi mais um dos movimentos destinados a melhorar o ambiente de negócios para as petroleiras no Brasil.

Os próximos passos são definir o que fazer, por exemplo, com as multas que poderão vir a ser geradas na fiscalização da fase de desenvolvimento da produção. O diretor da ANP Aurélio Amaral já disse reiteradas vezes que é preciso fugir da aplicação da multa pela multa, porque isso não beneficia a indústria. Dessa forma, a tendência é que seja criado um mecanismo que permite às petroleiras convertê-las em novos investimentos que contemplem a indústria nacional.

Atividades aquecidas na sísmica

Enquanto avança a retomada das atividades do setor, o segmento de sísmica ganhou destaque na semana que passou. O Ibama esteve reunido com as empresas para chegar a uma melhor solução para o licenciamento ambiental da atividade, que muitas vezes tinha superposições que tornavam o processo ineficiente. Nessa conversa, o Ibama anunciou que está estudando fazer o licenciamento sísmico de forma integrada.

A proposta é que, ao invés de iniciar o licenciamento individualmente, as companhias apliquem uma Ficha de Caracterização de Atividade (FCA) conjunta ao Ibama. Após a emissão do termo de referência, as empresas apresentariam um plano conjunto indicando que não haverá interferência entre as campanhas de aquisição de dados. A proposta deve entrar em consulta pública em breve.

Enquanto isso, avançam alguns resultados de aquisições passadas de dados sísmicos. A PGS concluiu na semana passada o processamento de dados de aquisição em águas profundas da Bacia Potiguar, realizado em 2017. E o resultado, ao que parece, foi promissor. A empresa afirma que existem quatro fontes com alto potencial de hidrocarbonetos na região com capacidade para suportar futuros poços de exploração.

A empresa também disponibilizou dados de reprocessamento no pré-sal, estudo batizado de Santos Vision. A empresa disse que esse trabalho é aplicável também à Bacia de Campos e que tem planos futuros de reprocessamento semelhante dos dados na bacia.

Já a TGS e a Spectrum firmaram uma colaboração para expandir o programa de aquisição de dados sísmicos 3D na região Sul da Bacia de Santos, próxima a descobertas no pré-sal. Serão adicionados ao programa cerca de 15 mil km² de área, cobrindo os blocos oferecidos na 2ª, 3ª, 4ª rodadas do pré-sal e 15ª rodada de concessão, as duas primeiras realizadas no ano passado e as demais, neste ano.

Saindo da sísmica exploratória para a de reservatório, dois acontecimentos importantes marcaram a semana. As embarcações SR/V Vantage e M/V Subsea Viking seguiram no sábado para o campo de Búzios, onde farão para a Petrobras um mega levantamento. Já a Fairfield finalizou um outro levantamento com nodes na área Libra/Mero depois de mais de um ano de trabalho e alguns problemas no caminho.

Os levantamentos com nodes visam a avaliar as condições dos reservatórios e permitem, entre outras coisas, otimizar a malha de drenagem desses.

Fonte: Revista Brasil Energia