A Subsea 7 anunciou nesta sexta-feira (21/7) a extensão dos contratos dos PLSVs (embarcações especializadas no lançamento de linhas submarinas) Seven Waves, Seven Rio e Seven Sun com a Petrobras. O negócio rendeu aproximadamente US$ 250 milhões aos cofres da companhia norueguesa.
O contrato do Seven Waves tinha previsão de término em 2019, e agora passa a vigorar até o segundo trimestre de 2021. A embarcação retornou ao Brasil após dois anos, perãodo em que passou por reparos na Europa, depois de sofrer avarias em um incêndio.
Já os afretamentos do Seven Rio e do Seven Sun foram estendidos até o terceiro trimestre de 2021 e o segundo trimestre de 2022, respectivamente. As embarcações estão entre os últimos new builds da Subsea 7, e começaram a operar para a Petrobras no ano passado.
De acordo com a companhia, os contratos mantiveram a mesma taxa diária e termos comerciais dos acordos até então vigentes. Os valores não foram informados, mas estima-se que a taxa diária original dos barcos gire em torno de US$ 300 mil – valor possivelmente reduzido nas últimas rodadas de negociação da Petrobras com os armadores.
“Estes contratos atestam nosso relacionamento de longo prazo com a Petrobras”, declarou o vice-presidente da Subsea 7 no Brasil, Marcelo Xavier. “Temos a competência e capacidade necessárias para atender às demandas de nossos clientes no país”.
Executivos de armadores concorrentes disseram à Brasil Energia Petróleo que foram pegos de surpresa pela notícia, e que estão buscando mais informações para analisar as implicações do negócio.
A frota de PLVSs em operação da Petrobras é hoje composta por 18 embarcações, sendo que algumas delas estariam paradas. Com o enxugamento do plano de negócios da petroleira, a expectativa natural é que a frota – que ainda ganhará dois novos barcos, os Skandi Olinda e Recife, que estão em construção – seja reduzida nos próximos anos.
A Subsea 7 é proprietária de sete dos PLSVs em operação, mas, desde 2016, a empresa teve um contrato cancelado (do Seven Mar, que depois substituiu o Normand Seven e segue contratado até 2018) e outro concluído (Seven Seas, desmobilizado em fevereiro deste ano).
Enquanto isso, outro PLSV da companhia, o Seven Phoenix, vive sob a sombra do Skandi Niterói, embarcação do Consórcio Dofcon (TechnipFMC/DOF) que, por ter bandeira brasileira, ameaça bloqueá-lo. No entanto, a Petrobras já informou à Antaq que o barco da Dofcon não atende aos requisitos mínimos estabelecidos no processo de contratação do Seven Phoenix.
Investigação
Outro fato que movimentou os bastidores do mercado de PLSVs na semana foi a decisão do Tribunal Marítimo (Marinha do Brasil) de instaurar processos para apurar indícios de perda de requisitos para manutenção do pré-REB dos dois PLSVs que estão em construção no estaleiro Vard Promar, em Pernambuco.
A decisão referente aos Skandi Olinda e Recife, que pertencem ao Dofcon, foi publicada no Diário Oficial da União na última quarta-feira (19/7). Originalmente, esses barcos estavam programados para entrar em operação entre 2016 e este ano, mas a previsão atual que sejam entregues à Petrobras em 2018.
O caso é semelhante ao vivido pelo PLSV Sapura Esmeralda, que teve seu pré-REB – registro provisório que permite a concessão de benefícios fiscais para o estaleiro construtor de uma embarcação no Brasil – cancelado pelo mesmo tribunal em abril deste ano.
Procurado, o Consórcio Dofcon não respondeu ao contato da reportagem até o fechamento desta matéria.