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Clippings - 01/11/16

Sete Brasil deve entregar de seis a oito sondas, acredita Rystad

A Sete Brasil deve entregar de seis a oito sondas, prevê a Rystad. De acordo com o analista sênior Oddmund Føre, apesar de o mercado atualmente trabalhar com a perspectiva de entrega de 14 unidades, a consultoria acredita que apenas metade desta quantidade será entregue.

Mesmo com a redução na projeção, a Rystad acredita que as sondas poderão sofrer atrasos e ser adiadas até a próxima década, o que ajudaria a recuperar o mercado de perfuração no Brasil

“O cancelamento das sondas da Sete ajudaria a recuperar o mercado e aumentar as taxas de utilização, pois as outras companhias de sonda iriam competir pelos contratos e aumentar seus backlogs”, afirmou Føre.

Atualmente, a Rystad trabalha com a perspectiva de que os investimentos da Petrobras voltarão a crescer a partir de 2018, principalmente no desenvolvimento de campos. Durante visita ao Brasil para participar da Rio Oil & Gas 2016, o analista afirmou que percebeu um clima geral de otimismo no país, mas ressaltou a importância da petroleira brasileira aumentar as atividades para alcançar as metas de produção anunciadas no Plano de Negócios para 2021, ano em que a produção da petroleira poderá começar cair caso os projetos anunciados não se concretizem.

“Para a Petrobras aumentar a produção de líquidos e continuar sendo uma ‘leoa’ no mercado de águas profundas após 2021, ela precisará sancionar e desenvolver os projetos previstos no Plano”, afirmou Føre.

Apesar disso, a Rystad trabalha com a perspectiva de que a petroleira não conseguirá alcançar a meta de 2,7 milhões de boe/dia em 2021 e acredita que a companhia chegará ao final do plano atual com uma produção de 2,55 milhões de boe/dia.

De acordo com Føre, outra dificuldade que o mercado brasileiro deve enfrentar é a competição com mercados próximos, como México, onde atualmente ocorre a abertura do setor aos investimentos estrangeiros, e Guiana, que teve grandes descobertas recentemente. Para aumentar a atratividade brasileira, o analista acredita que será necessário liberar limites regulatórios em questões como o conteúdo local.

“Os investidores têm uma visão de longo prazo, se o governo e os reguladores demonstrarem estabilidade de longo prazo, será muito interessante para eles”, explicou o analista.