unitri

Filtrar Por:

< Voltar

Clippings - 26/06/20

Setor de apoio enfrenta suspensão de contratos e custos com embarcações paradas

https://cdn-pen.nuneshost.com/images/181124-plataforma-p-61-apoio-offshore.jpg

Arquivo

Embora todo o mercado de óleo e gás tenha sido impactado pela pandemia do novo coronavírus, é o setor de apoio marítimo que vem sofrendo as maiores perdas. Com o adiamento de alguns projetos offshore, petroleiras estão suspendendo contratos com fornecedores e até mesmo renegociando pagamentos, como é o caso da Petrobras. Para especialistas, um dos maiores impactos para o mercado de apoio vem sendo os custos com a paralisação de embarcações.

De acordo com o diretor geral da WS Partners & Brokers, Wagner Silva, existem muitos custos envolvidos para deixar o barco docado. É necessário manter a tripulação, energia, água, entre outros sistemas em funcionamento, mesmo sem operar. Além disso, ele destacou que mesmo que a empresa suspenda a tripulação, existe ainda o custo envolvido nesse procedimento, com os acordos trabalhistas, por exemplo, o que também impacta significativamente o setor. “O setor de apoio já vinha sofrendo muito desde a crise financeira e tentando se estabilizar. Com a pandemia, se agravou ainda mais a situação dessas empresas”, disse.

Silva afirmou que não é a primeira vez que as petroleiras suspendem contratos. No entanto, a pandemia tem agravado o quadro, sobretudo em razão das incertezas geradas pela atual crise. Ele explicou que as IOCs, operadores estrangeiras, por terem uma frota mais enxuta não chegam nem ao ponto de suspender contratos, apenas adiam.

Já a Petrobras, por conseguir aproveitar a própria frota e otimizar alguns projetos, tem “segurado” as operações essenciais até que a situação possa se normalizar. Assim, com essa decisão, a estatal suspendeu contratos com algumas embarcações com o intuito de retornar só posteriormente.

A especialista em gestão de contratos no setor de óleo e gás, Eliana Lazarini, afirmou que, apesar disso, a Petrobras já vem fomentando novas possibilidades de contratações, porém, a partir do próximo ano. Ela afirmou a perspectiva em torno desses contratos se dá em razão da continuidade da exploração no pré-sal.

Por outro lado, ela alerta que o quadro das empresas de apoio para este ano tem sido desanimador. Segundo ela, com a suspensão de contratos, muitas empresas tiveram que fechar escritórios e concentrar atividades em um único espaço, com o objetivo de cortar gastos e se manterem no mercado. “A logística no setor de óleo e gás ainda tem se mantido, mas o apoio marítimo está bem ruim”, disse.

Silva destacou também que algumas petroleiras já informaram adiamento de novos projetos de exploração, o que vai afetar ainda mais nas contratações de embarcações de apoio. “Nossa legislação também não ajuda neste tipo de situação com as petroleiras. Assim, a cadeia abaixo das petroleiras se torna o elo fraco”, frisou.

Fonte: Revista Portos e Navios