A Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres avalia que o segmento tem um grande potencial de crescimento e empresas com grande potencial de investimentos para o aumento da capacidade instalada para movimentação de cargas conteinerizadas no Brasil. Nos últimos anos, a alta ocupação dos Tecons em diferentes regiões do país vêm pressionando a atividade e é apontada como um dos desafios para a eficiência do setor portuário. Na visão da Abratec, o desenvolvimento e a entrada em operação de novas instalações passa pelo aumento de oferta de áreas para esse tipo de projeto.
“Todos terminais de contêineres que estão hoje em operação têm planos e investimentos de expansão acontecendo. Falta agora mais oferta de locais para que se possa desenvolver os terminais”, disse à Portos e Navios o presidente executivo da Abratec, Caio Morel, na última sexta-feira (12), após a entrega do novo terminal de contêineres da APM no complexo portuário de Suape, em Ipojuca (PE). Na primeira etapa, o terminal terá capacidade instalada para movimentação de 400 mil TEUs/ano.
O presidente executivo da Abratec destacou que o terminal, previsto pela operadora para entrar em operação em meados de agosto, é um marco importante porque faz mais de 12 anos que não tem um Tecon sendo inaugurado no Brasil e porque a capacidade instalada do país está ficando bastante estressada.
A inauguração do terminal da Brasil Terminal Portuário (BTP), joint venture entre os grupos APM Terminals e TiL, ocorreu em novembro de 2013. Em julho daquele ano havia sido inaugurado o terminal da Embraport (atual DP World Santos). “Esse investimento da APM em terminal moderno, que vai trazer benefícios para a economia”, comentou o executivo.
Para a associação, o projeto mais relevante que está mais maduro para ampliar a capacidade instalada para movimentação de contêineres do país nos próximos anos é o Tecon Santos 10. “Depois de tanta discussão, imagino que deve estar pronto e que deve sair muito brevemente. O ministro [Tomé Franca, de Portos e Aeroportos] tem falado que é prioridade. Vamos aguardar com otimismo”, comentou Morel.
Fonte: Portos e Navios.