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Clippings - 20/06/13

Setor defende mais terminais de contêineres

O Brasil precisará de mais capacidade em terminais portuários de contêineres para atender a escalada de conteinerização de cargas, assim chamada a migração para esse modelo de carga, antes embarcada no porão do navio. Santos, porto que representa 37% da movimentação brasileira de contêineres, reflete bem a situação. Nos últimos dez anos, a cada um ponto percentual de alta do PIB, o volume de contêineres cresceu 3,6 vezes.

Hoje, o porto tem uma capacidade de 2,9 milhões de Teus (contêineres de 20 pés) por ano, devendo chegar a 6 milhões de Teus com a entrada completa em operação dos novos terminais, Embraport e BTP, até 2014. Em 2017 não vai ter mais sobra de capacidade, disse Mauro Salgado, presidente da Federação Nacional dos Operadores Portuários (Fenop). Ele defende, por isso, a antecipação da prorrogação dos contratos atuais de arrendamentos que ainda possam usufruir uma nova etapa. É o caso do Tecon Santos, da Santos Brasil, empresa da qual é diretor comercial.

O superintendente de fiscalização da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Bruno Pinheiro, disse concordar com a possibilidade, prevista na nova lei. A Secretaria de Portos (SEP) diz que se for de interesse público, concordará em renovar antecipadamente. A Santos Brasil tem R$ 730 milhões para expandir o terminal antecipadamente. O contrato vence em nove anos. A demanda no Brasil é de 8 milhões de Teus – realizados em 2012. Para 2021, a estimativa é de quase 15 milhões de Teus. Salgado destacou a necessidade de se investir em terminais arrendados nos portos públicos para expandir a oferta, pois a alternativa (os terminais privados) levará mais tempo.