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Clippings - 23/06/16

Setor terá mais private equity no início de 2017

Os fundos de private equity demonstram interesse em levantar recursos para aplicar na indústria de óleo e gás, mas devem esperar até o começo de 2017 para aumentar os investimentos no setor. A análise é de um estudo da Ernst & Young, que concluiu que a capacidade de investimentos dos fundos chegou a US$ 971,4 bilhões em junho de 2016.

Segundo a consultoria, os fundos estão bem posicionados para preencher as necessidades do setor, que precisa de capital em meio aos cortes de custos e ao acúmulo de dívidas. No entanto, os investidores ainda desconfiam da volatilidade no mercado e por isso estão hesitantes, enquanto esperam para ver se a crise realmente atingiu o ponto máximo.

“As companhias estão lidando com a realidade financeira de débito em excesso e lucros menores que a baixa trouxe, o que está causando rápidas transformações no setor. Entretanto, este ambiente também gera oportunidades para investidores astutos, e as companhias de private equity estão se esforçando para encontrar o lado bom neste cenário”, afirma o relatório.

O estudo concluiu que os investidores privados buscam aumentar participação principalmente em mercados emergentes, onde deve haver crescimento na demanda de energia, como a região do Pacífico-Asiático.

No caso da América Latina, a E&Y acredita que o Brasil e o México estão ficando para trás em relação a países menores, como Colômbia e Peru, devido ao risco político e escândalos de corrupção. Ainda assim, o relatório cita entre as principais negociações globais entre janeiro e maio deste ano a compra de 72,5% da Parnaíba Gás Natural (PGN) pela Eneva, por US$ 312 milhões.

No primeiro trimestre de 2016, foram fechados 12 negócios de private equity globalmente na indústria de óleo e gás, com um valor total de US$ 7,6 bilhões. Como comparação, em 2014 foram fechados 104 acordos, num total de US$ 38,6 bilhões.