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Clippings - 31/07/15

Shell corta investimentos em 2015

A Shell revisou para US$ 30 bilhões a estimativa de investimento neste ano, redução de US$ 3 bilhões (9%) frente à última previsão divulgada pela petroleira, em abril. Na comparação com o ano passado, esse novo patamar de desembolsos representa um corte de 20%. Para 2016, a expectativa da empresa é que o patamar de gastos exclusivos da Shell seja ainda menor, ainda que o número divulgado suba para a casa dos US$ 35 bilhões, fruto da fusão com a BG.

A revisão do planejamento para 2015, divulgado nesta quinta-feira (30/7) na apresentação dos resultados trimestrais, inclui uma redução de US$ 4 bilhões em custos operacionais (-10%), o que inclui a demissão de 6,5 mil funcionários. A expectativa é que em 2016 haja uma nova redução nos custos da petroleira.

O plano da Shell para enfrentar anos seguidos de preços baixos na cotação do óleo, segundo estimativa da companhia, inclui desinvestimentos da ordem de US$ 30 bilhões entre 2016 e 2018, após US$ 20 bilhões em vendas entre 2014-2015. Em conferência com analistas, o CFO da petroleira, Simon Henry, afirmou que a Shell passará por uma profunda restruturação após a conclusão da fusão com a BG, esperada para início do próximo ano.

A petroleira deverá focar em áreas com infraestrutura já estabelecida, além de avançar no mercado de LNG, especialmente na Austrália, e em águas profundas, com foco no Brasil. No país, com a união dos ativos da BG, a Shell deverá aumentar sua produção para cerca de 550 mil b/d de óleo até 2020.

A Shell registrou no segundo trimestre uma queda de 35% no lucro, que somou US$ 3,36 bilhões. A receita também caiu 35%, de US$ 111,2 bilhões para US$ 72,4 bilhões, obtidos de abril a junho deste ano.

A produção de óleo da companhia caiu 4,5% na comparação com o segundo trimestre de 2014, com uma média de 1,4 mil b/d. A extração de gás foi de 2,73 milhões de boe/d, redução de 11,2% frente a igual perãodo do ano passado.