A Shell e a BG deverão investir US$ 33 bilhões em 2016 após a conclusão da fusão. As companhias já informaram que a maior parte do valor será direcionado para os segmentos de águas profundas e gás integrado, com o objetivo de focar no crescimento das áreas.
De acordo com o CEO da Shell, Ben van Beurden, a companhia observou o crescimento da BG em 2015, com a entrada em operação do projeto de Queensland, na Austrália, e com ramp ups no Brasil, o que explica a busca pela integração das companhias. “O crescimento destes projetos da BG serão adições fortes e complementares aos projetos da Shell. Vemos crescimentos ainda maiores de 2016 a 2019, conforme novos grandes projetos entrarem em operação”, afirmou van Beurden.
A Shell informou que, após a fusão, 2016 deverá ser o ano da integração das companhias. A expectativa é de que o negócio seja concluído no dia 15 de fevereiro, pois já recebeu as aprovações necessárias.
No quarto trimestre de 2015, a Shell registrou um lucro de US$ 942 milhões, alta de 125% em relação ao mesmo perãodo de 2014. As receitas do trimestre somaram US$ 60,2 bilhões, queda de 36% na comparação anual.
No acumulado do ano de 2015, o lucro da companhia foi de US$ 2,2 bilhões, diminuição de 85% em relação ao total de 2014. A receita anual foi de US$ 272,2 bilhões, diminuição de 37% na comparação com o ano anterior.
A Shell pretende balancear melhor o fluxo de caixa em meio aos ciclos do mercado. “Nosso break-even caiu no ano passado e nós temos opções para reduzi-lo ainda mais, com a venda de ativos e os gastos de capital”, afirmou Simon Henry, CFO da Shell.