
A Maersk Drilling deve emendar outra campanha de perfuração no Brasil após encerrar os trabalhos para a Karoon, na Bacia de Santos. A empresa vem negociando um contrato com a Shell para executar parte de seu programa exploratório em 2023, perfurando pelo menos dois poços nas bacias de Campos e Santos.
As duas empresas estão próximas de fechar negócio, devendo concluir formalmente as negociações ainda na primeira quinzena de agosto. A campanha da Shell deve ter início no segundo trimestre de 2023.
Não há confirmação sobre a sonda que será utilizada na campanha da petroleira, mas as apostas se direcionam à semissubmersível Maersk Developer, que está atualmente afretada para a Karoon. No momento, a sonda executa campanha no campo de Baúna. Em seguida, a unidade será realocada para a área de Patola e, posteriormente, para Neon, sendo liberada em março.
A Shell não revela as locações da campanha de 2023. A petroleira mantém 13 áreas nas bacias de Campos e de Santos, sendo que a aposta do mercado tende a se voltar para os ativos C-M-713, C-M-659, C-M-757, na Bacia de Campos; Saturno, onde a perfuração do primeiro poço resultou seca; Alto de Cabo Frio Oeste, que não apresentou resultados muito satisfatórios; e/ou algum dos cinco blocos arrematados na 17ª rodada, no final de 2021.
A Maersk Drilling participou do bid da Shell, lançado no início do ano. O contrato de afretamento é de apenas seis meses.
Poucas empresas de perfuração demonstraram interesse pelo pelo bid da Shell. A maior parte das operadoras de sondas já estava com suas unidades contratadas e avaliou que o tempo de contrato era pequeno para mobilizar uma unidade do exterior.
A Shell exigia que a sonda fosse equipada com dupla torre e tivesse capacidade para operar em lâmina d’água de 3 mil m.
No momento, a Shell executa uma campanha de perfuração com o navio-sonda West Tellus, da Seadrill. A petroleira estendeu o contrato de afretamento da unidade até meados de agosto.
A extensão contratual garantirá a conclusão de mais duas campanhas de abandono de poços no projeto de Bijupirá-Salema, na Bacia de Campos.
Fonte: Revista Brasil Energia