
A Shell encontrou fluidos de gás no poço 1-SHEL-35A-RJS, perfurado no bloco C-M-659, na Bacia de Campos, segundo notificação enviada à ANP na sexta-feira (11). O poço, chamado Suçuarana-1A, é um re-spud do 1-SHEL-35-RJS (Suçuarana-1), que começou a ser perfurado em águas ultraprofundas no final de junho.“Por motivos operacionais, realizamos o re-spud do poço 1-SHEL-35-RJS. Desta forma, o poço que antes era 1-SHEL-35-RJS, agora passa a ser 1-SHEL-35A-RJS, seguindo a nomenclatura estabelecida pela ANP”, afirmou a assessoria de imprensa da Shell ao PetróleoHoje. Os fluidos foram encontrados em lâmina d’água de 2,9 mil m.A Shell poderá perfurar até seis poços no C-M-659, sendo um firme e cinco contingentes, segundo a licença de operação emitida pelo Ibama no dia 23 de junho deste ano. A licença também autoriza a realização de até quatro testes de formação no C-M-659.O bloco – adquirido na 16ª Rodada de Licitações, realizada em 2019 – é operado pelo consórcio formado por Shell (40%), Chevron (35%) e QatarEnergy (25%), e possui o vencimento da fase exploratória previsto para 14 de novembro de 2027.Conforme antecipado pelo PetróleoHoje, a campanha no bloco será realizada pela semissubmersível Noble Developer, da Maersk Drilling, que também realizará operações de intervenção em poços do Parque das Conchas.Na Bacia de Campos, a Shell opera quatro blocos e cinco campos: C-M-659 (40%), C-M-713 (40%), C-M-757 (100%) e C-M-791 (40%); Abalone (50%), Argonauta (50%) e Ostra (50%, que formam o Parque das Conchas), Bijupirá (80%, atualmente em devolução) e Salema (80%), respectivamente.Ao todo, a companhia possui participação em 32 blocos no país, sendo 19 na Bacia de Santos, seis em Barreirinhas, quatro em Campos e três em Potiguar. Em relação aos campos (em desenvolvimento, produção e em devolução), possui participação em 16 no país, sendo 11 em Santos e cinco em Campos.