Petroleira contrata a Maersk para realizar o serviço nos campos de Bijupirá e Salema, dezesseis anos após início do primeiro óleo
A Maersk iniciará na segunda quinzena de dezembro campanha de gestão do sistema de ancoragem do FPSO Fluminense, instalado nos campos de Bijupirá e Salema, localizados na Bacia de Campos e operados pela Shell. A empresa dinamarquesa foi contratada pela petroleira para executar o serviço, que deverá se estender pelo período de dois meses, com possibilidade de prorrogação.
A campanha será executada por três embarcações de manuseio de âncoras (ATHS), o Maersk Achiever, Maersk Lancer e Maersk Laser. Os barcos estão parados na Guiné Equatorial, onde são realizados os últimos acertos para o início da viagem, ainda neste fim de semana, rumo à locação.
A previsão é que as três embarcações cheguem ao Brasil no dia 9 de dezembro, iniciando operação possivelmente no dia 15. Durante a campanha para a Shell, o Maersk Lancer e Maersk Laser ficarão responsáveis por manter o FPSO Fluminense na locação, enquanto o Maersk Achiever atuará no serviço de manutenção, remediação e troca de algumas âncoras e linhas.

FPSO Fluminense
O contrato entre a Maersk e a Shell foi fechado sob o conceito de solução integrada, prevendo também a instalação e conexão dos novos componentes de ancoragem. As duas empresas não revelam valor do contrato nem a quantidade de âncoras e linhas previstas para serem substituídas.
Instalado em lâmina d’água de cerca de 800 m, o FPSO Fluminense possui um total de 11 âncoras. A unidade está em operação há 16 anos, produzindo, segundo dados de setembro da ANP, 8,6 mil boed. O FPSO Fluminense pertence à Shell e a operação da unidade está cargo da Modec, que tem contrato até dezembro de 2020.
Procurada pelo PetróleoHoje, a Shell confirmou o início da campanha, mas não informou detalhes do serviço. A petroleira afirma que a campanha de gestão da ancoragem já era prevista no cronograma de atividades do projeto.
Em 2018, a Shell chegou a cogitar o descomissionamento do FSPO Fluminense, mas acabou deixando a estratégia de lado. Dois anos antes, a companhia negociou uma operação de farm-out no ativo com a PetroRio, que não se concretizou.
A Shell detém 80% de participação no projeto, dividindo consórcio com a Petrobras, que possui os outros 20%.
As três embarcações da Maersk que serão deslocadas para o Brasil executaram, recentemente, uma campanha para a ExxonMobil na Guiné Equatorial. A empresa dinamarquesa mantém no momento outros quatro barcos em operação no Brasil, sob contrato com a Petrobras, Shell, Equinor e PetroRio.
Fonte: Revista Brasil Energia
